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ING suprime 7 mil empregos

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De  Patricia Cardoso  com Reuters
ING suprime 7 mil empregos

O banco ING vai despedir 7 mil funcionários na Bélgica e na Holanda até 2021. dois mil e vinte e um. O banco confirma assim os rumores que circulavam.

Os sindicatos criticam a medida. Ike Wiersinga, do sindicato holandês CNV, estima que “não era a intenção do governo quando salvou o banco”.

Trata-se da maior reestruturação do ING desde 2009, quando foi resgatado pelo governo holandês devido à crise financeira.

As supressões agora anunciadas correspondem a 12% da força laboral. O ING emprega 52 mil pessoas.

O banco quer poupar cerca de 900 milhões de euros, para investir nas plataformas digitais nos próximos cinco anos e adaptar-se às novas exigências dos clientes.

Os despedimentos no setor bancário sucedem-se. O analista de mercados, da CMC Markets, Jasper Lawler explica: “Suprimir empregos no Ocidente, ou deslocar empregos para zonas mais baratas, faz parte da estratégia para reduzir os custos numa época de baixas taxas de juro, o que reduz a capacidade de retorno sobre investimento por parte das empresas financeiras e de ganhos sobre os empréstimos por parte dos bancos”.

O ING junta-se assim à longa lista de despedimentos feitos nos últimos tempos no setor bancário na Europa.

Commerzbank, Banco Popular Espanol e ABN Amro, juntos, vão eliminar mais de 20 mil empregos. O Deutsche Bank poderá anunciar o corte de mais mil postos de trabalho, para lá dos 9 mil revelados em outubro do ano passado.