Alemanha está a exportar muito pouco e 2017 poderá ser ainda pior

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De  Francisco Marques com Reuters
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A maior economia europeia tem-se valido sobretudo do consumo privado, mas o impacto perspetivado pelo "Brexit" e pelas políticas protecionistas de Donald Trump não parece nada bom.

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O volume de exportações da Alemanha recuperou em outubro a um ritmo mais baixo do que o esperado, o que leva a rever também em baixa o impacto do comércio no crescimento da maior economia europeia neste derradeiro trimestre de 2016.

Nos últimos 12 meses, as exportações germânicas revelam-se praticamente estagnadas, com um crescimento muito ténue ao ritmo médio mensal de apenas 0,1 por cento. Desta forma, percebe-se que tem sido sobretudo o consumo privado e o aumento da despesa do Estado que têm vindo a dar “gás” à economia alemã.

Com a esperada desvalorização da libra provocada pelo “Brexit” e as anunciadas políticas protecionistas de Donald Trump, o presidente dos Estados a Unidos a partir de 20 de janeiro, o próximo ano não parece muito sorridente para as expectativas da Alemanha em manter as exportações como principal motor da respetiva economia.

Prevê-se que o consumo privado alemão venha a cair em 2016, arrastado por um aumento dos preços e uma redução generalizada dos salários, o que se prevê desencorajador para os consumidores alemães.

Mais do que nunca, a economia germânica parece vir a necessitar do apoio europeu e, por isso, não poderá virar a cara às necessidades de alguns dos seus parceiros, como Portugal, Espanha, Grécia, Itália ou até mesmo a França.

(A Alemanha irá preferir proteger a União europeia, que absorve 50 por cento das suas exportações, do que o Reino Unido, que apenas adquire 7,5 por cento.)
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