Brasil: mulher do embaixador grego morto foi detida por suspeita de autoria do homicídio

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De  Luis Guita
Brasil: mulher do embaixador grego morto foi detida por suspeita de autoria do homicídio

A mulher do embaixador grego no Brasil encontrado morto na quinta-feira foi detida, sábado, assim como um polícia com quem mantinha uma relação extraconjugal, por suspeita de autoria do homicídio, informou a polícia.

O diplomata, Kyriakos Amiridis, de 59 anos, foi encontrado morto dentro de um automóvel incendiado perto do Rio de Janeiro.

A polícia deteve três pessoas suspeitas de envolvimento no crime: a brasileira Françoise Amiridis, mulher do Embaixador, Sérgio Gomes Moreira Filho, o polícia militar que terá confessado a autoria material do crime, e um primo do polícia, Eduardo Melo, que terá ajudado Sérgio a desfazer-se do corpo encontrado carbonizado dentro do veículo.

O delegado da polícia, Evaristo Magalhães, afirmou, em conferência de imprensa, que se tratou de um “crime passional”.

O delegado adiantou que “Ela (a mulher do embaixador) teria planeado, juntamente com o polícia militar, toda a organização do crime”.

Eduardo Melo confessou à polícia que foi Françoise Amiridis quem o contratou e lhe “ofereceu pessoalmente 80.000 reais (23.300 euros)”.

Os três suspeitos estão em prisão preventiva por 30 dias, prorrogáveis por mais 30.

Kyriakos Amiridis foi cônsul da Grécia no Rio de Janeiro entre 2001 e 2004 e foi promovido a embaixador em Brasília no princípio de 2016.