Tóquio2020: Golfe desperta "guerra dos sexos" a três anos das Olimpíadas

Tóquio2020: Golfe desperta "guerra dos sexos" a três anos das Olimpíadas
De  Francisco Marques
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O "green" escolhido para a competição olímpica pertence a um clube privado que não permite direitos iguais entre homens e mulheres.

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A guerra dos sexos no desporto ganha um novo capítulo. Desta vez, no Japão e por causa da competição de golfe nos Jogos Olímpicos Tóquio2020.

É que as regras do clube eleito para receber os golfistas olímpicos limitam o acesso a mulheres. No Country Kasumigaseki, elas não estão autorizadas a tornar-se membros de pleno direito como os homens nem sequer a entrar no clube aos domingos.

Presidente do Conselho Japonês de Golfe, Eiko Ohya explicou em conferência de imprensa que o “Kasumigaseki é um clube privado de alto nível”.

“As pessoas de fora não podem jogar ali a menos que sejam levadas por um membro de pleno direito. A somar a isto, as mulheres não estão autorizadas a tornarem-se membros regulares nem têm permissão para ali poderem jogar ao domingo.”

Eiko Ohya criticou ainda “nem sequer ser possível haver mulheres envolvidas nas decisões de gestão e de funcionamento do clube.”

Organização sem fins lucrativos criada há um ano para modernizar o golfe no país do sol nascente, este Conselho Japonês de Golfe apela à mudança do local da competição olímpica de golfe.

O vice-presidente do organismo considera mesmo que “o processo de escolha do local da competição de golfe foi um pouco estranho”. “O facto de um clube que não permite igualdade de direitos às mulheres golfistas ter sido eleito para as Olimpíadas é difícil de perceber”, defende o também jornalista Masayuki Tamaki.

Hiroshi Imaizumi, o diretor do Country Kasumigaseki, um clube de golfe fundado em 1929, já admitiu a possibilidade de vir rever as regras do clube de poder vir a permitir o acesso total das mulheres golfistas ao clube.

O Conselho Japonês de Golfe não se fica, contudo, pela igualdade de direitos das mulheres e critica também os mais de 40 quilómetros de distância a que o clube fica de Tóquio e pede ao comité organizador das Olimpíadas a mudança para um “green” mais próximo da capital nipónica.

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