A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

Frontex critica organizações que ajudam migrantes ao largo da Líbia

Frontex critica organizações que ajudam migrantes ao largo da Líbia
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

A agência europeia de gestão de fronteiras critica as organizações não-governamentais que ajudam migrantes ao largo da Líbia. Segundo o chefe da Frontex, Fabrice Leggeri, ao fazê-lo, estas ONG estão de facto a encorajar o tráfico de pessoas.

Numa entrevista, publicada esta segunda-feira, ao jornal alemão Die Welt, Leggeri reconhece que de acordo com a legislação marítima todos aqueles que estejam no mar têm o dever de salvar embarcações e pessoas em perigo, mas ressalva que é necessário “evitar o apoio às redes criminosas e aos traficantes na Líbia através de navios europeus que socorrem migrantes cada vez mais perto da costa da Líbia”.

Segundo Fabrice Leggeri, é cada vez mais frequente os traficantes colocarem migrantes em embarcações precárias, sem reservas suficientes de água e combustível.

Ainda de acordo com o chefe da Frontex, estas organizações não colaboram com as autoridades de segurança europeias e com este tipo de intervenção tornam mais difícil às autoridades conseguirem obter informações sobre as redes de tráfico de pessoas.

Em dezembro passado, a Frontex sugeriu uma simbiose entre as redes que controlam os transportes de migrantes da Líbia e os navios privados que os recuperam no mar, acusações que a organização Médicos sem Fronteiras considerou “extremamente graves e prejudiciais”.

Sediada em Varsóvia, a Frontex (oficialmente Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas dos Estados-Membros da União Europeia) foi criada a 26 de Outubro de 2004, com a finalidade de coordenar a cooperação entre os países da UE para a gestão das suas fronteiras externas.