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Itália: Incêndio no "Grande Gueto" mata dois refugiados do Mali

Itália: Incêndio no "Grande Gueto" mata dois refugiados do Mali
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De Nara Madeira
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Dois refugiados africanos morreram carbonizados num incêndio, ao início da madrugada de sexta-feira, naquele que ficou conhecido como o “Grande Gueto”, em…

Dois refugiados africanos morreram carbonizados num incêndio, ao início da madrugada de sexta-feira, naquele que ficou conhecido como o “Grande Gueto”, em Itália. O fogo propagou-se rapidamente às estruturas de madeira, plástico e cartão.

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Foggia, incendio nel 'Gran ghetto' di Rignano appena sgomberato: morti due migranti https://t.co/ogAXyufyWq

— la Repubblica (@repubblicait) 3 de março de 2017

Este “bairro” clandestino, localizado numa área rural, perto da cidade de San Severo, começou a ser desmantelado no primeiro dia de março. Na fatídica noite estariam no local entre uma a duas centenas de pessoas.

“Eles eram do Mali, eram realmente jovens, penso que de 1984 e 1981. Demasiado jovens… O problema é que não temos para onde ir. Eles só precisavam de um lugar para dormir e perderam a vida”, adianta Ibou Traore, apresentado como porta-voz do “gueto”.

O que levou a este incêndio, de proporções incalculáveis, está por esclarecer mas os investigadores não excluem a hipótese de mão criminosa.

Gran Ghetto di #Rignano, due morti nell’incendio. Cgil: sgombero e accoglienza dignitosa per tutti i lavoratori https://t.co/K3vGoeBnw9 pic.twitter.com/A8Y786tRFP

— rassegna.it (@rassegna_it) 3 de março de 2017

O autarca local tinha ordenado a evacuação do campo de 5.000 m2, que chegou a albergar cerca de 350 pessoas que trabalhavam em explorações agrícolas da região.

As autoridades locais tinham destinado dois edifícios para receber estes refugiados, que adiantam não serem suficientes para receber toda a gente. Os meios de comunicação locais dizem também que, para estas pessoas, era importante estar perto daqueles que lhes forneciam trabalho.

A justiça suspeita que o local e o trabalho destes refugiados fossem controlados por redes criminosas locais.

Este não foi o primeiro incêndio neste bairro clandestino. Mas foi o primeiro que fez vítimas mortais:

Incendio Gran Ghetto, Arci: chiediamo che le Istituzioni intervengano #foggia https://t.co/DxF5KnjXc9 pic.twitter.com/30ijRcEv0R

— Teleblu (@teleblutv) 2 de dezembro de 2016

Incendio nel Gran Ghetto: al momento nessun ferito #foggia https://t.co/AaCSmGnaY2 pic.twitter.com/ccK143Hyba

— Teleradioerre (@Teleradioerre) 7 de fevereiro de 2017

Era assim em 2014, o “Grande Gueto”

African migrants at the 'Gran Ghetto' in Foggia, #Italy, wash using farm irrigation system – full of chemicals pic.twitter.com/lAPCsEyXB4

— Maxim Tucker (@MaxRTucker) 2 de julho de 2014

O “Grande Gueto” em agosto de 2016

Caporalato: Ministro Giustizia Orlando al “gran ghetto” di Rignano Garganico. “Pronta… https://t.co/pQyxjukiez pic.twitter.com/Xnrkeubw2W

— LazioNotizie (@Lazio_Notizie) 23 de agosto de 2016

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