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Islândia elimina controlo de capitais, em vigor desde 2008

Islândia elimina controlo de capitais, em vigor desde 2008
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A Islândia regressa completamente aos mercados financeiros internacionais, nove anos após o colapso do setor bancário do país.

O governo levanta, esta terça-feira, o controlo de capitais que ainda vigoram para famílias, empresas e fundos de pensões.

O processo de suspensão dos controlos começou no ano passado.

Acompanhado do ministro das Finanças e do governador do Banco Central, o primeiro-ministro Bjarni Benediktsson, explicou: “Pode-se dizer que o controlo de capitais era uma medida necessária para a recuperação da economia após o colapso. Os controlos financeiros tiveram efeitos sobre as pessoas e as empresas. Havia a obrigação de repatriar divisas estrangeiras e grandes restrições à movimentação de capitais.”

Os investidores e detentores de coroas islandesas não podiam usar livremente os ativos fora do país. Mas as regras implementadas complicaram a vida a empresas islandesas a operar no estrangeiro e penalizaram o investimento estrangeiro na ilha.

A crise financeira de 2008 levou à falência os três maiores bancos islandeses, que detinham ativos 10 vezes superiores ao PIB do país.

A Islândia acabaria em recessão e obrigada a impor medidas de austeridade. Mas a economia recuperou. No ano passado, o PIB teve um crescimento de 7,2%, impulsionado pelo turismo.

Entretanto, banco central anunciou a compra de 90 milhões de coroas (cerca de 780 milhões de euros) em capitais a fundos “offshore”, a uma taxa de câmbio de 137,5 coroas por euro.

Mas o problema, herança da crise, não está resolvido. Os fundos estrangeiros possuem ativos islandeses estimados em mais de mil milhões de dólares e alguns recorreram à justiça para obter melhores condições.