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A Noruega é o país mais feliz do mundo (diz a ONU)

A Noruega é o país mais feliz do mundo (diz a ONU)
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De  Antonio Oliveira E Silva com LUSA
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Os noruegueses ultrapassam assim os vizinhos dinamarqueses, campões da felicidade no índice anterior.

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Com Lusa e Patrícia Cardoso

A Noruega é oficialmente o país mais feliz do mundo, pelo menos, segundo um índice elaborado todos os anos pelas Nações Unidas.

Os noruegueses ultrapassam assim os vizinhos dinamarqueses, considerados os mais felizes em anos anteriores.

A perceção de felicidade parece estar ligada ao nível de desenvolvimento económico, mas sobretudo humano.

Neste sentido, a felicidade humana está a norte e os países mais bem colocados no Relatório Mundial da Felicidade são os que costumam ter os valores mais altos na lista anual do Índice de Desenvolvimento Humano, do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD/UNDP).

THIS MONDAY: #WHR2017 will finally be released! Which countries are happiest, and why? #Happiness2017pic.twitter.com/NqcHWT9yO3

— Happiness Report (@HappinessRpt) 16 de março de 2017

Portugal surge no posto 89, muito abaixo do que seria de esperar, se tivermos em conta os elementos tomados em conta para a análise feita pelas Nações Unidas. Já o Brasil é país de língua portuguesa melhor classificado. Faltou pouco aos brasileiros para serem considerados entre os 20 mais felizes do mundo – posto 22.

Em África, encontram-se a maioria dos países com nível de perceção de felicidade mais baixa, como o Burundi, a Tanzânia ou a República Centro-Africana – último lugar na lista.

Moçambique (113) e Angola (150) não são exceção, numa lista com 155 países analisados.

Outros países com valores muito baixos são os que passam por conflitos, como a Síria (152) ou a Ucrânia (132).

A crise afetou a forma de como os portugueses procuram a felicidade

A alteração da situação social e económica decorrente da crise em Portugal teve consequências diretas sobre “as formas de sentir e procurar felicidade”, disse à agência Lusa a investigadora Ana Roque Dantas.

Os estudos revelam “uma relação estatisticamente significativa entre os efeitos da crise económica no dia-a-dia e a perceção de felicidade”, adiantou a investigadora da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisvoa.

“Sabemos que as pessoas são avessas à perda e não gostam de incerteza”, sublinhou a autora da tese de doutoramento “A felicidade enquanto recurso emocional socialmente desigual: para uma abordagem sociológica do sentir”.

Os valores médios de felicidade verificados em 2012 — e que são os mais baixos da década — reforçam a ideia de que “a crise económico-financeira influencia negativamente a perceção de felicidade”.

Estudos apontam que as características do meio social e as características políticas estão associadas à perceção de felicidade, assim como as desigualdades sociais.

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Ao nível das condições de vida, destaca-se a importância da posição social, das condições profissionais e da qualidade das relações íntimas. A nível individual, realça-se a importância da personalidade, estilos de vida, e convicções e motivações.

Assim, “a felicidade depende da perceção”, mas também “da forma como nos sentimos”.

“Sabemos por isso que Portugal reporta dos níveis mais baixos do conjunto dos países da OCDE quanto a satisfação com a vida”, disse Ana Roque Dantas.

“A felicidade em Portugal decresce com o aumento da idade e os mais velhos reportam menor felicidade média do que em qualquer outro ciclo de vida”, sublinhou a investigadora.

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