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Índice da felicidade: Portugal no tristonho 89° lugar

Índice da felicidade: Portugal no tristonho 89° lugar
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Portugal surge num tristonho 89o lugar no índice anual da felicidade, publicado esta segunda-feira. Na quinta edição do estudo patrocinado pela ONU, a felicidade lusitana recua cerca de 0,210 pontos relativamente ao estudo do ano passado, para recolher 5.195 pontos. Um valor distante do campeão deste ano, a Noruega que, pela primeira vez, destronou a Dinamarca no topo dos povos mais felizes do mundo.

O estudo baseia-se em seis factores – Produto Interno Bruto per capita, esperança de vida saudável, liberdade, generosidade, apoio social e ausência de corrupção – para traçar o estado de espírito de uma nação e o seu desenvolvimento económico e social.

Antes da divulgação do relatório, a investigadora portuguesa Ana Roque Dantas, explicava à agência Lusa, em Portugal, “os estudos revelam uma relação estatisticamente significativa entre os efeitos da crise económica no dia-a-dia e a perceção de felicidade”. “A felicidade em Portugal decresce com o aumento da idade e os mais velhos reportam menor felicidade média do que em qualquer outro ciclo de vida”, sublinha a investigadora. A perceção de felicidade está também relacionada com “a desigual repartição de recursos que penaliza os socialmente mais frágeis”.

O norte da felicidade

É nesta ótica que os países do norte da Europa continuam a estar no “TOP10” no novo estudo, a par com a Suíça, ou países como o Canadá, a Nova Zelândia ou a Austrália.

No final da lista, a República Centro Africana, é a última do estudo juntamente com outros países marcados pela guerra, corrupção e desconfiança face às autoridades, como o Sudão do Sul, a Libéria, a Guiné o Ruanda ou a Tanzânia.

O relatório deste ano concentra-se igualmente sobre a felicidade crescente na China – derivada da baixa do desemprego e do aumento da confiança social – em contraste com um sorriso em queda nos EUA. O país atualmente liderado por Donald Trump regista uma queda do terceiro para o 19o lugar, entre os países da OCDE, face, entre outros fatores, ao aumento da desigualdade social e da perceção da corrupção.

A felicidade, “uma medida de progresso social

Cinco anos após a publicação do primeiro estudo, os autores do relatório felicitam-se como o facto de que, “a felicidade é cada vez mais considerada como uma medida adequada de progresso social e um objetivo das políticas públicas”. No prólogo do estudo, os autores, citam o responsável do programa de Desenvolvimento da ONU e a sua denúncia da, “tirania do PIB”, face ao mais importante, “a qualidade do crescimento económico”.

Para a investigadora Ana Roques Dantas – entrevistada pela agência Lusa – a avaliação da felicidade deve constituir um indicador do funcionamento geral da sociedade, apoiando “a tomada de decisão, e permitindo tanto o planeamento como a avaliação do impacto de medidas públicas sobre a forma como as pessoas percecionam a sua vida”.

Consultar o relatório completo aqui

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