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Acabou a "era da paciência" dos EUA perante a Coreia do Norte

Acabou a "era da paciência" dos EUA perante a Coreia do Norte
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O vice-presidente dos Estados Unidos afirmou esta segunda-feira, junto à fronteira entre as duas Coreias, que “a era da paciência estratégica acabou” em relação à Coreia do Norte e admitiu recorrer a quaisquer meios para defender a Coreia do Sul e estabilizar a região da península coreana.

A paciência dos Estados Unidos e dos nossos aliados nesta região acabou e queremos ver uma mudança.

Mike Pence Vice-presidente dos EUA

“O Presidente Trump já deixou claro que a paciência dos Estados Unidos e dos nossos aliados nesta região acabou e queremos ver uma mudança. Queremos ver a Coreia do Norte a abandonar o imprudente caminho de desenvolvimento de armas nucleares”, afirmou o vice de Donald Trump.

Mike Pence iniciou este fim de semana o périplo de 10 dias pela Ásia com uma escala na Coreia do Sul, um importante aliado norte-americano nesta região do globo, e esta segunda-feira de manhã visitou a zona desmilitarizada junto à fronteira entre as duas Coreias.

Após uma observação do território norte-coreano desde um posto de vigia no lado sul-coreano, o vice-presidente dos Estados Unidos reiterou aos jornalistas o desejo do Presidente Donald Trump de ver a China a exercer a respetiva influência sobre Pyongyang para convencer o líder norte-coreano a abandonar o alegado programa nuclear. Os produtos chineses representam cerca de 80 por cento das importações norte-coreanas.

Mike Pence abordou ainda o suposto teste falhado domingo pela Coreia do Norte no lançamento de um míssil de médio alcance e considerou-o mais “uma provocação” do regime de Pyongyang.

O suposto teste falhado norte-coreano terá sucedido às celebrações de sábado do 105.° aniversário do fundador da nação, Kim Il Sung, e às ameaças proferidas no final da semana passada pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Norte.

“Se os Estados Unidos vierem realizar manobras de forma imprudente, nós poderemos confrontá-los com um ataque preventivo. Já temos na nossa possa um potente dissuasor nuclear e não iremos certamente ficar de braços cruzados perante um ataque preventivo dos Estados Unidos”, afirmou Han Song Ryol, em entrevista à Associated Press.

No Japão, também já esta segunda-feira, o primeiro-ministro defendeu a diplomacia perante a Coreia do Norte. Shinzo Abe apelou ao líder norte-coreano para evitar provocações e reforçou os pedidos norte-americanos a Pequim para pressionar Kim Jong-un a aceitar o diálogo.

Em declarações perante o Parlamento do Japão, o chefe de Governo disse manter-se ao lado de Estados Unidos, Coreia do Sul, Rússia e China para prevenir novas provocações norte-coreanas. Shinzo Abe revelou ainda que, na reunião com Vladimir Putin a realizar em maio, irá pedir ao líder russo para assumir um papel construtivo perante o agravar das tensões na península coreana.