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Viagem espacial de custos reduzidos e recorde à vista na ISS

Viagem espacial de custos reduzidos e recorde à vista na ISS
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Eram 08:13 horas, em Lisboa, 13:13, no Cazaquistão, quando o novo foguetão russo Soyuz-FG foi lançado do cosmódromo de Baikunor, transportando a nave espacial Soyuz MS-04 rumo à Estação Espacial Internacional (ISS).

A bordo, pela primeira vez em mais de 10 anos, seguiam apenas dois astronautas e, não os habituais três, devido a uma redução de custos decidida pela Roscosmos. A agência espacial russa é a responsável por estas viagens espaciais e pretende cortar nas despesas até ao planeado lançamento para a ISS de um módulo de laboratório multiuso.

O veterano astronauta russo Fyodor Yurchikinn e o estreante norte-americano Jack Fischer vão integrar a missão 51, ao lado de Peggy Whitson, prestes a tornar-se no norte-americano com mais tempo acumulado de estadia no espaço, para já, na posse de Jeff Williams, com 534 dias, 2 horas e 48 minutos.

A atual comandante da ISS vai ultrapassar a fasquia dos 534 dias a 24 de abril, dia em que está planeado receber uma importante ligação. De acordo com a agência espacial norte-americana (NASA), Donald Trump, a filha Ivanka e a astronauta norte-americana Kate Rubins vão participar numa chamada telefónica de 20 minutos, desde a Sala Oval da Casa Branca, para congratular Peggy Whitson pelo recorde.

Após ter aceite prolongar a estadia na ISS para lá de julho, no dia previsto para o regresso, 2 de setembro, a astronauta norte-americana, já detentora do recorde para a mulher mais velha a viajar para o espaço (fez 57 anos em fevereiro) irá somar 666 dias acumulados no espaço ao longo de três missões, a primeira em 2002.

O recorde absoluto de tempo acumulado no espaço pertence ao russo Gennady Padalka, com 879 dias.

Em comunicado, a NASA sublinha ainda que Whitson é a primeira mulher a comandar a Estação Espacial duas vezes e também a detentora do recorde da mulher astronauta com mais passeios espaciais no exterior da ISS.

Mantimentos no lugar deixado vago

Yurchikinn e Fischer vão, entretanto, partilhar a estadia na ISS ainda com o também russo Oleg Novitskiy e o francês Thomas Pesquet, mas os até aqui companheiros de Peggy Whitson na missão 50 têm regresso à Terra marcado para julho.

Quanto ao lugar deixado vago pela política de redução de custos da Roscosmos, foi ocupado por mantimentos para a ISS. A decisão tem por objetivo reduzir a tripulação russa na ISS e, por conseguinte, reduzir também os voos não tripulados Progress de reabestecimento da estaçõ.

Meios de comunicação russos noticiaram que a Roscosmos planeia gastar 3,8 mil milhões de euros com a manutenção da estação espacial entre 2016 e 2025, o que representa um pouco mais do que os 3,4 mil milhões de euros investidos só em 2016 pela NASA no transporte e nas operações na ISS.