Hamas aceita um Estado Palestiniano limitado às fronteiras de 1967

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De  Miguel Roque Dias com AFP, EFE, Reuters
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O Hamas aceita a criação de um Estado palestiniano circunscrito às fronteiras de 1967.

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O Hamas aceita a criação de um Estado palestiniano circunscrito às fronteiras de 1967.

A nova carta constitucional do movimento islamista foi apresentada pelo atual líder Khaled Meshaal, em Doha, no Qatar, onde se encontra exilado.

O documento afirma que “o estabelecimento de um Estado palestiniano inteiramente soberano e independente dentro das fronteiras de 4 de junho de 1967, com Jerusalém como capital, é uma fórmula de consenso nacional.

O movimento islamista palestiniano recusa-se, no entanto, a reconhecer o estado de Israel.

Telavive já reagiu. Para o porta-voz do governo israelita, David Keyes: “a motivação do Hamas é, claramente, aliviar alguma da pressão internacional. O que eles estão, basicamente, a tentar fazer é enganar o mundo, dizendo-lhe: ‘não somos tão maus como vocês pensam’ mas quando olhamos para o que eles dizem em árabe, na Al-Aqsa, nas estações de televisão do Hamas, nas suas mesquitas, nas suas escolas… pedem, diariamente, para destruírem Israel.”

O Hamas insiste no caráter político e não religioso do conflito com os hebreus.

pic.twitter.com/SUWd21F7JP

— Hamas Movement (@HamasInfoEn) May 1, 2017

O documento parece moderar o discurso do movimento, fundado há trinta anos e que, há 10 controla a Faixa de Gaza.

O último conflito entre o Hamas e Israel, em 2014, despoletado com o assassinato de três jovens israelitas, fez, de acordo com as organizações internacionais, mais de dois mil mortos, na sua maioria civis.

O Hamas é considerado como “terrorista” pelos Estados Unidos da América, pela União Europeia e por Israel.

Com: AFP, EFE, Reuters

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