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Várias crianças entre dezenas de migrantes afogados no mar Mediterrâneo

Várias crianças entre dezenas de migrantes afogados no mar Mediterrâneo
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De Euronews
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Dezenas de refugiados morreram afogados, esta quarta-feira, depois de cairem de uma embarcação de madeira sobrelotada, ao largo da Líbia.

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Segundo a ONG maltesa MOAS, várias crianças encontram-se entre os, pelo menos, 31 cadáveres recuperados após o incidente, a cerca de 20 milhas da cidade líbia de Zoara.

Horrifying images taken by @moas_eu Maritime Patrol Aircraft(MPA) during today's tragic rescue in the Central Mediterranean. pic.twitter.com/YNnIuxyNAy

— Chris Catrambone (@cpcatrambone) May 24, 2017

No morgue onboard Phoenix. Bodies are being placed on the port side bow. Very sad pic.twitter.com/j1OFfOwxVo

— Chris Catrambone (@cpcatrambone) May 24, 2017

Os refugiados teriam caído à água durante a operação de resgate, na qual participaram vários navios mercantes, assim como embarcações da guarda-costeira italiana.

O incidente ocorre depois de cerca de 150 migrantes terem desaparecido em outro naufrágio na mesma zona, na passada sexta-feira.

Desde o início do ano que cerca de 1.500 pessoas morreram na perigosa travessia para as costas europeias, segundo a OIM.

Breaking news: over 1,500 #migrants died or disappeared in the Mediterranean in 2017 pic.twitter.com/IHFCrduHq7 pic.twitter.com/Gh3edQFWAl

— IOM (@UNmigration) May 24, 2017

A guarda-costeira italiana afirma estar a participar em cerca de 15 operações de resgate esta quarta-feira.

Os novos incidentes ocorrem num momento em que, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a insegurança na Líbia estará a fazer recuar milhares de migrantes.

“O fluxo de migrantes para a Líbia está em declínio, mas não podemos ser ingénuos, pois estes migrantes estão também a explorar outras rotas. A viagem é muito mais cara. Há muitos migrantes que partem durante a noite e por isso é dificil apontar números. Mas segundo as informações que recolhemos durante um ano, há menos migrantes em Agadez e nos guetos”, segundo Giuseppe Loprete, da OIM.

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