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Brexit: Primeiro dia de negociações

Brexit: Primeiro dia de negociações
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De  Nelson Pereira
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Arrancaram em Bruxelas as negociações sobre as condições para o Brexit

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Arrancaram em Bruxelas as negociações sobre as condições para o Brexit.

Antes de começar a discutir um acordo de livre comércio, a primeira-ministra britânica, Theresa May, declarou estar disposta a dar direitos iguais aos dos cidadãos britânicos aos cidadãos dos outros países da União Europeia que já residam há cinco anos no Reino Unido. Uma concessão que exige reciprocidade: o equivalente deve ser oferecido aos cidadãos britânicos na União Europeia.

“O que vou indicar é que o Reino Unido propõe proteger os direitos dos cidadãos da UE que vivem no Reino Unido e garantir a proteção dos direitos dos cidadãos do Reino Unido na Europa”, disse Theresa May.

Mais de 3 milhões de cidadãos europeus vivem no Reino Unido e cerca de 1 milhão de britânicos estão nos países da União Europeia.

As negociações para o divórcio arrancaram, mas ainda há quem imagine que o Reino Unido acabe por ficar na União Europeia. Para o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, este é um processo “muito difícil” para o qual a União Europeia está “bem preparada”, mas é um processo que poderia ainda ser revertido. Inspirado, Tusk citou a letra de uma canção:

“Alguns dos meus amigos britânicos perguntaram-me se o Brexit pode ser revertido e se eu consigo imaginar um resultado em que o Reino Unido permaneça na União Europeia.

Eu respondi-lhes que, na verdade, a própria União Europeia foi construída sobre sonhos que pareciam impossíveis de alcançar. Quem sabe… Podem dizer que sou um sonhador, mas não sou o único.”

Mark Rutte, o primeiro-ministro da Holanda, país que três meses depois das eleições continua sem governo, pede a Londres que diga finalmente o que quer com o Brexit:

“Tem uma importância crucial sabermos o que quer o Reino Unido com o Brexit. Espero, obviamente, que consigamos estabelecer uma forma de continuação da adesão do Reino Unido ou de relacionamento om o mercado interno, com a união aduaneira. Isto é importante para os empregos no Reino Unido.”

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