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"Síria deve envergonhar comunidade internacional" garante ex-investigadora da Comissão de Inquérito

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Carla Del Ponte, a investigadora suíça que abandonou a comissão, em entrevista à euronews, lembrou que "é inaceitável que, após sete anos de conflito e de verdadeiros crimes na Síria, o Conselho de Segurança ainda não tenha toma

O secretário-geral da ONU defende que o trabalho da Comissão de Inquérito sobre a Síria deve continuar, mesmo depois da saída de uma das investigadoras. António Guterres acredita que a responsabilização dos culpados pela situação do país é “crítica” e que o trabalho desta comissão “é uma parte importante e integral do processo de responsabilização”. Este grupo de investigação foi criado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU para denunciar violações de direitos humanos e crimes de Guerra na Síria.

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Carla Del Ponte, a investigadora suíça que abandonou a comissão, em entrevista à euronews fez questão de “agradecer a Guterres pelas palavras de reconhecimento” e lembrou que “é inaceitável que, após sete anos de conflito e de verdadeiros crimes na Síria, o Conselho de Segurança ainda não tenha tomado nenhuma decisão”.

Carla del Ponte explica que “o processo está a ser bloqueado pela Rússia e esta é uma questão política”. A investigadora defende que “há muitos países envolvidos no conflito por interesse político e isso é expressado nas resoluções do Conselho de Segurança”.

Questionada sobre que diferença entre esta guerra na Síria e outros casos como os da antiga Jugoslávia ou o Ruanda, Carla del Ponte lembra que “nesses dois conflitos, seis meses após a publicação do primeiro relatório, o Conselho de Segurança reagiu e tomou medidas, coisa que não aconteceu na Síria ao final de sete anos”. A suíça considera “um escândalo, uma verdadeira vergonha para a comunidade internacional. A investigadora garante que, mesmo apesar da vasta experiência, nunca viu casos tão crueis como na Síria”.

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