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Condutor de Barcelona foi um dos cinco abatidos em Cambrils

Condutor de Barcelona foi um dos cinco abatidos em Cambrils
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O condutor do veículo que protagonizou o ataque de quinta-feira em Barcelona foi um dos abatidos horas mais tarde em Cambrils, disse a polícia à agência EFE.

Há muito tempo que a Espanha não era fustigada pelo terrorismo com este grau de violência. O terror chegou às cinco em ponto da tarde, sob a forma de uma carrinha, à rua mais movimentada e mais turística de Barcelona: As Ramblas. Foi na Praça da Catalunha que começou este percurso mortífero, que acabou umas centenas de metros mais à frente.

Foram detidos quatro alegados cúmplices deste ataque. Moussa Oukabir, um jovem de origem marroquina é suspeito de ser o condutor do veículo. Terá sido um dos cinco homens abatidos mais tarde, mas a polícia não confirmou ainda o nome. A camioneta deixou um rasto de morte: 13 mortos e cerca de 130 feridos. Há uma vítima mortal portuguesa e outra que está desaparecida. Ao todo, os mortos e feridos são de 35 nacionalidades diferentes.

A tese de que este foi um ato organizado e coordenado ganhou corpo com um novo atentado, cerca da meia-noite, noutra localidade da Catalunha, Cambrils. Cinco homens, com cintos de explosivos falsos, atropelaram vários peões no passeio marítimo. O carro capotou, os atacantes saíram do veículo e começaram a apunhalar pessoas. Morreu uma mulher, transportada para o hospital, que acabou por não resistir aos ferimentos.

O grupo foi intercetado pela polícia e começou um tiroteio. Os cinco terroristas foram abatidos pela polícia. Quatro morreram no local e o quinto, transportado para o hospital, acabou também por morrer.

Para fazer o filme dos acontecimentos, é preciso agora recuar um dia. Na noite de quarta para quinta-feira, uma explosão em Alcanar, a 200 quilómetros de Barcelona, pode ter precipitado os atentados. Morreu uma pessoa, sete ficaram feridas. O que inicialmente se pensou ser um acidente doméstico parece, afinal, ter sido a explosão acidental de botijas de gás no momento em que alegados terroristas fabricavam bombas artesanais. Todos estes acontecimentos parecem apontar para uma célula que levou a cabo um ataque coordenado, que podia ter tido consequências bastante piores. É um quebra-cabeças que a polícia ainda vai demorar algum tempo a resolver por completo.