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Um ano depois dos atentados da Catalunha

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Um ano depois dos atentados da Catalunha

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Foi há um ano que um ataque nas Ramblas de Barcelona e na localidade de Cambrils deixou 16 mortos e mais de 150 feridos na Catalunha. Os jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico reivindicaram a autoria do atentado.

A Euronews esteve com quem primeiro prestou ajuda às vítimas e a quem fugia do local. Foi o caso de Cristóbal Garcia, polícia na região autónoma espanhola. Estava de serviço naquele dia:

"Apareceu uma grande quantidade de gente na rua. Vinham com um ar traumatizado, como se algo muito grave tivesse ocorrido. Saímos do carro e ouvimos as pessoas a gritar e a dizer que estavam a disparar. Então, o meu colega e eu decidimos entrar para o edifício, como mandam as regras, para saber o que estava a acontecer e para evitar um mal maior. Entrámos e vimos que havia gente pelo chão"

Daniel Martínez é enfermeiro no Serviço de Emergências Médicas, o SAMUR. Socorreu várias vítimas naquela tarde.

"O facto de não se saber se poderia haver um novo atentado, se o terrorista estava lá ou não... Sabemos o que aconteceu noutras cidades europeias e a questão da segurança está sempre presente."

Paola Pujol trabalha nas ramblas e presta informações aos turistas. Não se esquece daquele dia, mas disse à Euronews que não se deixou abater:

"Tinhamos muito medo. Mas o melhor que fizemos foi voltar a trabalhar, foi a melhor terapia. Não nos esquecemos do que aconteceu. Tivemos muito medo. Não vamos encontrar respostas satisfatórias que nos ajudem a entender. Voltámos a viver, voltámos a trabalhar, voltámos à vida. É a melhor maneira.

Nos ataques da Catalunha, oito jiadistas morreram e um ficou ferido. Quatro pessoas foram detidas em Ripoll e em Alcanar. A investigação diz que o ataque foi da responsabilidade de uma célula terrorista hispano-marroquina afiliada ao Daesh.

Há poucas semanas, o juiz que investiga o caso levantou parcialmente o segredo de sumário. A investigação revela como os jovens jiadistas foram captados e passaram por um processo de radicalização graças ao Imã de Ripoll, figura central para o caso. Mas resta muito por explicar.