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O que se passa em Passau: A história do migrante Masih Rahimi

O que se passa em Passau: A história do migrante Masih Rahimi
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Masih Rahimi tem 21 anos e é estagiário numa empresa no ramo das Tecnologias da Informação. Veio para a Alemanha com a família. Os pais e dois irmãos conseguiram o estatuto oficial de refugiados, ele tem apenas o estatuto de residência temporária. Se não encontrar trabalho depois do estágio em 2018 pode ser deportado para o Afeganistão.

Korbinian Klinghardt, jornalista do jornal de Passau: “Passauer Neue Presse”: Pessoalmente, o que é que o Passau significa para si?

Masih Rahimi: “Quando cheguei aqui pela primeira vez, pensei que seria difícil, porque no Afeganistão vivia numa grande cidade moderna. Mas agora, acho que Passau é uma bela cidade com muitas oportunidades – o que é muito bom”.

Klinghardt: Qual a melhor coisa que lhe aconteceu desde que chegou à Alemanha?

Rahimi: “Aconteceram muitas coisas agradáveis comigo. As pessoas são agradáveis. Ajudam-nos a conseguir aulas de alemão se não falarmos a língua, por exemplo… Se alguém precisa de ir ao médico, vão connosco para nos explicar. As pessoas em Passau são muito boas.”

Passau é uma cidade fronteiriça com a Áustria – considerada como o fim da rota dos Balcãs para os migrantes. No verão de 2015, a pequena cidade foi considerada uma das principais portas de entrada na Alemanha. Em 2015, Masih Rahimi já vivia em Passau há dois anos e ajudava voluntariamente novos migrantes. O futebol ajudou-o a viver na Alemanha. O jogador de 21 anos joga num clube local duas vezes por semana.

Klinghardt: O deporto ajuda-o a fazer amigos e a aprender a língua?

Rahimi: “Claro. Falamos antes ou depois dos jogos ou encontramo-nos todos. Se ganharmos um jogo vamos até ao restaurante ou ao bar do clube”.

Klinghardt: O partido CSU diz que pretende estipular um determinado número para limitar a imigração. Qual a sua opinião, quando ouve isso?

Rahimi: “Podem dizer que há muitos migrantes na Alemanha e que o país não precisa de mais. Por um lado, tenho que admitir que isso está certo. Mas, por outro lado, não é possível dizer que os migrantes não têm direito de entrar no país, porque as suas vidas estão em perigo nos países de origem”.

Klinghardt: Já pensou na possibilidade de não conseguir encontrar emprego e ter de voltar para o Afeganistão?

Rahimi: “Vejo sempre o lado bom das coisas. Digo a mim próprio que se minha empresa não me der um trabalho estável depois do meu estágio – vou procurar outra empresa que o faça. Vejo sempre o copo meio cheio”.