Florian Philippot era considerado ela imprensa francesa como o mais influente conselheiro da Marine Le Pen .
Florian Philippot, considerado pelos media franceses como o braço direito de Marine Le Pen, anunciou, durante uma entrevista à televisão pública francesa, que estava de saída do partido Frente Nacional (extrema-direita, nacionalistas.)
Philippot anunciou a decisão depois de ter sido sancionado por Marine Le Pen por um alegado conflito de interesses entre as funções que desempenha na Frente Nacional e o facto de ser presidente da associação “Os Patriotas.”
Philippot quitte le FN https://t.co/jwXS5voARr par
GuillaumeDaudin</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/AFP?src=hash">#AFP</a> <a href="https://t.co/hpijuLEMtT">pic.twitter.com/hpijuLEMtT</a></p>— Agence France-Presse (
afpfr) 21 de setembro de 2017
Philippot diz que o alegado conflito de interesses referido por Le Pen mais não foi do que um argumento para retirar-lhe poder, uma vez que lhe foram retiradas todas as responsabilidades no seio do partido. O agora antigo vice-presidente diz também que a líder da FN queria também esconder o que definiu como “o retrocesso” que poderia sofrer o partido depois da anunciada refundação.
“Agora parece que sou vicepresidente de nada. Não gosto de fazer figuras ridículas e não gosto de não fazer nada. Por isso, claro que abandono a Frente Nacional”, disse, durante a entrevista à France 2.
Para Marine Le Pen, antigo número dois assume “papel de vítima”
Marine Le Pen regiu rapidamente à decisão de Philippot. Para a líder da Frente Nacional, este optou por um “processo de vitimização”. Le Pen disse que Philippot não foi capaz de assumir a necessidade de debate para refundar o partido.
Marine Le Pen indicou também que ela era a pessoa mais adequada para apresentar-se como candidata da Frente Nacional às eleições presidenciais de 2022.
Après le départ de Florian Philippot, Marine Le Pen nomme David Rachline à la communication du FN https://t.co/TlqyyTrRN7pic.twitter.com/VM7×1oLgWb
— franceinfo (@franceinfo) 21 de setembro de 2017
Depois da derrota nas presidenciais, em maio deste ano, a Frente Nacional atravessa uma crise interna. Muitos dizem que a imagem do partido, que muitos franceses identificam com o pai de Marine Le Pen, Jean-Marie Le Pen, terá sido motivo para que votarem noutro candidato.
A mudança do nome e do logotipo do partido é uma possibilidade regularmente referida pela imprensa francesa.
Uma eminência parda da Frente Nacional
Florian Philippot tem 36 anos e aderiu à Frente Nacional em 2011, tendo sido responsável pela campanha presidencial de Marine Le Pen.
Posteriormente, foi nomeado porta-voz da coligação de partidos nacionalistas para as eleições legislativas de 2012, a Rassemblement Bleu Marine (RBM).
Em julho de 2012, assumiu a função de vice-presidente da Frente Nacional, assim como de responsável pela estratégia de comunicação do partido. Uma missão que fez de Philippot a nova cara do partido de extrema-direita, presente nos media nacionais de forma regular.
Depois das derrotas nas legislativas de 2012 e nas municipais de 2014, foi eleito deputado para o Parlamento Europeu.
É ainda membro do Concelho Regional da região administrativa de Grand Est (resultante da fusão entre a Alsácia, Lorraine e Champagne-Ardennes).
Com AFP