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Catalunha luta pelo apoio da União Europeia ao referendo

Catalunha luta pelo apoio da União Europeia ao referendo
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As autoridades da Catalunha procuram o reconhecimento das instituições europeias para o referendo sobre a independência de 1 de outubro e que estas assumam, também, um papel de mediação.

Apesar das manobras a partir da sua delegação em Bruxelas, essas autoridades têm recebido, apenas, o apoio de entidades ligadas a outras regiões com aspirações independentistas na Europa.

“A Europa é feita de Estados, que se defendem uns aos outros. Mas consideramos que, atualmente, se estão a violar os direitos fundamentais da Catalunha ao nível do artigo 2º do Tratado da União Europeia”, disse a presidente do Parlamento da Catalunha, Carme Forcadell, numa visita a Bruxelas.

São poucos os eurodeputados ou membros das outras instituições europeias que se pronunciam sobre o tema, alegando que há que respeitar a soberania espanhola, mas alguns criticaram as ações mais duras do governo central de Madrid para impedir a realização do referendo.

“Obviamente, são inaceitáveis as ações tomadas contra os autarcas, as ameaças aos funcionários públicos e à presidente do Parlamento catalão”, afirmou Jill Evans, eurodeputada britânica dos Verdes.


Vão longe os dias em que o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, acolhia com agrado os presidentes dos governos da Catalunha.

O atual líder, Carles Puigdemont, deparou-se com as portas fechadas do executivo comunitário liderado por Jean-Claude Juncker, que alega que se trata de uma questão de política interna espanhola.


Mas mesmo invocando a questão constitucional, algumas vozes apelam a um distender da situação.

“O diálogo é sempre uma ferramenta útil para a compreensão. Eu e os socialistas somos a favor da máxima autonomia, para um máximo de autogoverno, mas no âmbito do respeito pela Constituição nacional”, disse, à euronews, Gianni Pittella, líder do grupo socialista no Parlamento Europeu.

O responsável pelos assuntos externos do Governo regional catalão defendeu, na quinta-feira, em Bruxelas, que o parlamento da Catalunha deverá aprovar uma declaração de independência 48 horas depois de publicado o resultado do referendo, se o “sim” ganhar.

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