Pensar a independência fora da Catalunha

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De  Nara Madeira
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Os catalães que vivem em Madrid, e olham de longe para o que se passa, veem o referendo, os seus antecedentes e repercussões, de forma diferente.

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Os catalães que vivem em Madrid, e olham de longe para o que se passa, veem o referendo, os seus antecedentes e repercussões, de forma diferente. Vivem o momento com alguma apreensão e, alguns, surpreendidos com a forma como tudo se tem vindo a desenrolar:

“Tenho a sensação de que há dois meses estava tudo muto apagado, ainda que se soubesse que ia haver a votação do dia um, foi duas ou três semanas antes que os ânimos começaram a exaltar-se”, diz Vicente Vilanova, engenheiro informático.

O Centro Cultural e livraria Blamquema, na capital espanhola, é a montra da cultura catalã em Madrid. Foi aqui que em 2013 um grupo radical concretizou um ataque em defesa da unidade do país. Aqui se percebem também as mudanças.

“O ambiente, as pessoas estão diferentes e isso nota-se muito ao entrar-se num lugar como esta livraria que é uma delegação oficial da Generalitat catalã”, explica um visitante da livraria.

A cultura, também a catalã, em Madrid, ajuda a estreitar laços. É o caso de um grupo, criado em fevereiro, os Castellers. Fazem castelos humanos para chegar a qualquer lado, longe da política:

“A questão dos conflitos, entre os povos, está mais ligada à política do que à cultura, que é o que nós desenvolvemos aqui”, adiantou Marta Salvans um dos elementos do grupo.

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