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Catalunha: Uma corrida contra o tempo

Catalunha: Uma corrida contra o tempo
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Esta é uma semana intensa nas instituições políticas espanholas e catalãs O Parlamento catalão convocou uma sessão plenária para quinta-feira para responder às medidas propostas pelo governo espanhol e analisar a situção política da Catalunha.

O porta-voz da coligação do governo, Lluis Corominas, explica: “Solicitámos uma sessão plenária específica para dar resposta à agressão do acordo do conselho de ministros sobre a aplicação do artigo 155 da constituição”.

Puigdemont, que deverá participar nesta sessão, pondera também deslocar-se ao senado espanhol, o que, para a vice-presidente do governo espanhol, Soraya Saenz de Santamaria, é uma boa iniciativa: “O governo catalão tem a possibilidade de ir ao senado fazer as alegações que estime oportunas e, assim, ouviremos todos o que tem para dizer e creio que, nestes momentos, o melhor é que as coisas sejam ditas publica e abertamente”

Mas há problemas de agenda. Puigdemont deveria ir ao senado quinta-feira antes da sessão de sexta-feira em que serão votadas as medidas a aplicar à Catalunha, mas tem que estar na sessão plenária do parlamento catalão.

O presidente do senado, Pío García Escudero, abre a possibilidade ao chefe do governo catalão de falar no senado na sexta-feira, antes da votação, mas já depois de a comissão aprovar as medidas previstas pelo governo espanhol.

O Partido Popular (PP) tem maioria maioria absoluta na câmara alta do parlamento e conta com o apoio dos socialistas do PSOE, assim como dos liberais Ciudadanos.

Esta é a primeira vez desde a aprovação da constituição de 1978 que se põe em marcha o processo de restrição de competências de uma comunidade autónoma tal como é definido no artigo 155 da constituição espanhola.