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Grécia debate processos de adoção mais rápidos

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Estima-se que haja, pelo menos, 2800 crianças gregas a viver num compasso de espera.

O processo de adoção na Grécia pode demorar até 5 anos, o dobro da média europeia. Estima-se que haja, pelo menos, 2800 crianças a viver num compasso de espera. Uma nova proposta de lei, a ser debatida no parlamento no final deste mês, destina-se a diminuir a espera, sem comprometer o rigor do sistema.

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Sophia Konstantellia é a responsável pela rede nacional grega de instituições de acolhimento. “O tempo que as crianças esperam nas instituições para serem adotadas é o tempo que os tribunais demoram a tomar as decisões, que são decisões muito sérias. Mas é uma espera que não é necessária e que estamos a tentar preencher com as famílias adotivas”, explica-nos.

A digitalização de todos os registos e a colocação de mais assistentes sociais no terreno são outros passos preconizados no novo diploma. “Estamos a tentar estabelecer um conjunto claro de regras para todas as etapas do processo. Queremos multiplicar o número de assistentes sociais, que são responsáveis por estudar todo o enquadramento dos pedidos, para reforçar o volume de relatórios apresentados. Dos 4, 5 anos que demora atualmente podemos reduzir para 1 ano, 1 ano e meio”, considera a ministra-adjunta do Trabalho, Theano Fotiou.

A nova filosofia das instituições públicas gregas já é fazer com que as crianças passem o menos tempo possível nos centros e sejam entregues rapidamente a famílias adotivas. E esse é o pilar da nova proposta de lei.

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