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Derradeiras sentenças do TPI-J voltam a dividir antiga Jugoslávia

Antigos prisioneiros de guerra assistem a julgamento pela TV em Mostar
Antigos prisioneiros de guerra assistem a julgamento pela TV em Mostar Direitos de autor REUTERS/Dado Ruvic
Direitos de autor REUTERS/Dado Ruvic
De  Francisco Marques com TPI-J
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A leitura dos derradeiros vereditos, em Haia, pelo coletivo de juízes do Tribunal Penal Internacional para os crimes na antiga Jugoslávia foi seguida com atenção na Bósnia e na Croácia

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A derradeira leitura de sentenças realizada esta quarta-feira, em Haia, na Holanda, pelo Tribunal Penal Internacional para crimes cometidos na antiga Jugoslávia (TPI-J) confirmou as condenações, entre 10 e 25 anos de prisão, de seis antigos responsáveis militares croatas da Bósnia por crimes cometidos durante a Guerra dos Balcãs entre 1992 e 1994.

Manchado sobretudo pelo suicídio transmitido em direto pelo TPI-J, o veredicto no processo "Procuradoria contra Jadranko Prlić" foi seguido com muita atenção, por exemplo, em Mostar e em Zagreb e, como é normal, gerou diferentes reações de ambas as partes.

"Outro passo no cumprimento da justiça", MNE da Eslovénia

Dois antigos prisioneiros dos croatas na Guerra da Bósnia ficaram satisfeitos. "Talvez as sentenças pudessem ter sido mais pesadas, mas no geral, aceita-se.

Queremos fechar este capítulo e acabar com isto. Esta foi uma sentença para responsáveis por crimes de guerra, não para todo o povo croata. Tenho muitos amigos croatas", assumiu Ibrahim Badzak. "Todos esperávamos a confirmação de que se tratava de uma organização criminosa. Não era apenas o veredicto contra Slobodan Praljak, mas também contra os que executaram as políticas de um certo grupo", defendeu Emir Hajrovic.

Sentença de 25 anos de prisão para Jadranko Prlić

Pelo lado dos condenados, o líder da associação de veteranos de guerra da Croácia critica a sentença e aponta o dedo ao coletivo de juízes "ad hoc" do TPI-J.

"Este veredicto não vai levar à reconciliação nem a um futuro entre os povos da Bósnia e Herzegovina. Quanto ao tribunal de Haia, os juízes também deviam ser acusados de formarem uma organização criminosa", acusou Miro Sunjic, o líder da Associação de Veteranos de Guerra croatas.

Primeiro-ministro croata criticou tribunal de Haia

Mais de 160 suspeitos de toda a antiga Jugoslávia foram acusados pelo TPI-J por atrocidades étnicas cometidas na Guerra dos Balcãs entre 1991 e 1999. Dos 83 condenados, mais de 60 eram sérvios.

O principal suspeito era o antigo presidente jugoslavo e sérvio, Slobodan Milosevic, que morreu de ataque cardíaco meses antes de uma decisão num julgamento por genocídio

Na semana passada, Ratko Mladic, um antigo chefe militar sérvio da Bósnia foi condenado a prisão perpétua por genocídio, crimes de guerra e crimes contra a humanidade pelo assassínio em massa de muçulmanos e pelo cerco a Sarajevo.

Outras fontes • Nova TV, Reuters

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