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México não pagará o muro de Trump

México não pagará o muro de Trump
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De Euronews
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A proposta americana foi uma ofensa para o povo do México, as palavras do embaixador do país da América do Norte em entrevista à euronews. Juan Manuel Gómez Verduzco também discorreu sobre os problemas de segurança no México.

O muro de Donald Trump é um problema americano. Esta é a essência da mensagem do embaixador do México em França, Juan Manuel Gómez Verduzco, na entrevista que concedeu à euronews. As questões de segurança no país também foram abordadas pelo diplomata.

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Escarlata Sánchez, euronews:

Afinal quem vai construir o muro, quem o vai pagar, existirá alguma vez o muro ou a grande muralha de Donald Trump?

Juan Manuel Gómez Verduzco:

O muro é algo que não está na agenda das relações entre os dois governos. A proposta que foi feita pelo governo do presidente Trump é algo que nos ofendeu e considerámos uma grande ofensa ao povo do México. Dentro do seu território não nos compete dizer o que deverá fazer e por conseguinte o México não vai pagar um centavo por esse muro.

Escarlata Sánchez, euronews:

O seu país tem enfrentado situações de grande violência com características diferentes em certas regiões. Como está o governo mexicano a lidar com esta situação?

Juan Manuel Gómez Verduzco:

Com muita cooperação internacional. O México sabe os desafios que tem e os que temos ainda, com efeito em algumas regiões, como bem destacou. Não é uma situação generalizada, afortunadamente, e temos avançado.

Cidades como Ciudad de Juárez melhoraram de forma notável. Hoje, Ciudad Juárez é uma cidade que foi recuperada, e não sou que o digo, di-lo a imprensa especializada e as ONGs especializadas que acompanharam a transformação em Ciudade de Juárez e também de Tijuana.

*Subsistem áreas complicadas, resultado do poder do narcotráfico e do crime organizado. Houve um aumento, sem dúvida alguma, mas estamos a responder com uma cada vez maior profissionalização da polícia no México. Além da polícia federal, votámos há pouco tempo a criação de uma força de "gendarmaria", um pouco como o modelo francês. França apoiou-nos muito nesse sentido e o que pretendemos é ir melhorando, cada vez mais, as nossas capacidades." *

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