Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Cimeira da UE dominada pelo Brexit e divisões na migração

Cimeira da UE dominada pelo Brexit e divisões na migração
Tamanho do texto Aa Aa

A migração é um das políticas que evidencia as divisões entre os líderes da União Europeia, que se reúnem, em Bruxelas, na quinta e sexta-feira, para a última cimeira do ano.

A oferta por parte de quatro países de Leste de mais dinheiro para reforçar as fronteiras, como contrapartida para não receberem refugiados, não convenceu a chanceler alemã.

“Qualquer tipo de solidariedade seletiva não deve ter lugar na União Europeia. Os Estados-membros que se encontram nas fronteiras externas da União enfrentam uma enorme responsabilidade. O atual sistema de asilo de Dublin não está a funcionar, como é patente, e é por isso que precisamos de solidariedade dentro da União”, disse Angela Merkel.


Outro tema forte da cimeira é o Brexit, esperando-se que os chefes de Estado e de governo aprovem a passagem à segunda fase negocial.

Depois do acordo de princípio, é preciso por tudo “preto no branco”, defendeu líder holandês.

“Penso que agora é necessário transformar o acordo fechado com aperto-de-mão num texto juridicamente vinculativo sobre a aplicação do artigo 50 e que resolva as questões dos direitos dos cidadãos, das contas a saldar e da fronteira irlandesa”, afirmou Mark Rutte.


A reforma da zona euro será debatida em formato alargado aos países que ainda não usam a moeda única, mas também nesta área continua a haver divisões, reconheceu o presidente do Conselho Europeu.

“Quando se trata da Unio Económica e Monetária, há uma divisão – e peço desculpa pela simplificação geográfica – entre os países do norte e os do sul. Quando se trata de migração, a divisão é entre leste e oeste”, referiu Donald Tusk.

Para provar que nem tudo são divisões e que os países podem avançar a vários ritmos, a cimeira marca o lançamento da cooperação estruturada permanente de defesa, da qual participam 25 dos 28 Estados-membros, incluindo Portugal.