Governo iraniano mobiliza apoio

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De  Nelson Pereira
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Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas para condenar a violência e manifestar apoio ao governo

Após cinco dias de protestos no Irão, entre 28 de dezembro e 1 de janeiro, o governo iraniano mobilizou no sábado pela quarta vez manifestações de apoio em todo o país.

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Na capital e várias outras cidades do país, dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas para condenar a violência e manifestar apoio ao governo.

As autoridades acusam o agente da CIA responsável pelas operações no Irão, Michael D’Andrea, os servições secretos israelitas e a Arábia Saudita de terem fomentado a agitação no país, com a ajuda de grupos da oposição e dos Moudjahedin do Povo, com o objetivo de derrubar o regime.

Ao mesmo tempo, as autoridades querem separar os responsáveis por atos de vandalismo e violência daqueles que têm reivindicações legítimas contra o alto custo de vida e o desemprego. O Parlamento iraniano, que está atualmente a rever o projeto de orçamento para o próximo ano iraniano, que começará em março, rejeitou qualquer aumento no preço dos combustíveis, eletricidade, gás e água.

Entre os mais de mil detidos desde o início das manifestações estão cerca de 90 estudantes universitários, segundo o deputado Mahmoud Sadeghi.

O vice-reitor da Universidade de Teerão, Majid Sarsangi, disse à agência noticiosa ISNA que a universidade criou uma comissão encarregada de averiguar sobre o destino dos estudantes presos durante os protestos.

Em Berlim, diante da Porta de Brandemburgo, um protesto reuniu opositores do governo iraniano com bandeiras e tambores que pediam a libertação dos seus compatriotas detidos.

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