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Insultos reacendem tensão no Líbano

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Insultos reacendem tensão no Líbano

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As ruas de Beirute converteram-se no palco de um incendiário protesto de apoiantes do Movimento Amal, liderado pelo presidente do Parlamento, na sequência da divulgação de um vídeo polémico que reacendeu velhas tensões.

Nas imagens, de um encontro que decorreu à porta fechada, ouve-se o genro do chefe de Estado e ministro dos Negócios Estrangeiros, Gebran Bassil, a chamar "bandido" ao presidente do Parlamento libanês, Nabih Berri.

O vídeo agravou ainda mais a inimizade histórica entre o chefe de Estado libanês Michel Aoun, um cristão, e o xiita Berri. A contenda entre os dois tem subido de tom por causa de um decreto que promoveu vários oficiais do Exército.

"O ministro dos Negócios Estrangeiros Gebran Bassil disse palavras que vão além do que deve. O presidente do Parlamento, Nabih Berri, é um dos pilares do Líbano. Isto é inaceitável. Apoiamos Berri", sublinha Abou Khaled, apoiante do Movimento Amal.

A tensão sobe de tom a escassos meses das eleições legislativas, as primeiras desde 2009, previstas para o mês de maio.

Esta segunda-feira, o chefe da diplomacia libanesa, Gebran Bassil, tentou colocar água na fervura. Reconheceu que se excedeu e que o que disse não respeita os "códigos da cortesia e dos bons costumes."