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Mercados voláteis com epicentro em Wall Street

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Mercados voláteis com epicentro em Wall Street

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A maior queda em seis anos. Semana no vermelho nos principais índices bolsistas internacionais. Os mercados europeus sofreram quedas nove dias seguidos.

As ações chinesas registaram o maior recuo em dois anos.

Epicentro da turbulência, Wall Street, ainda que os últimos dias tenham sido mais calmo, como explicou à Euronews Jasper Lawler, London Capital Group:

"Houve um pico de volatilidade e vários investidores tinham apostado numa volatilidade mais baixa. Porque é possível comprar fundos que valorizam quando a volatilidade dos mercados desce. Por isso, penso que falamos de uma razão técnica quando tentamos explicar o aumento das vendas esta semana. Os investidores adotam uma posição mais defensiva nos mercados como reação às fortes caídas nos preços."

Uma volatilidade provocada pelos receios dos investidores de uma subida das taxas de juro de referência, numa altura em que salários e inflação começam a acelerar.

"Se tivermos em conta os níveis históricos de inflação, podemos dizer que inflação continua relativamente baixa. Mas já deixamos o período de inflação baixa, estamos a ultrapassar essa fase," explicou Jasper Lawler.

Ainda assim, a quebra nas praças europeias foi menor do que nos Estados Unidos. Uma tendência que tem vindo a verificar-se no último ano:

"As obrigações europeias não subiram tanto quanto as dos Estados Unidos, seja em janeiro, seja nos últimos 12 meses. Ou seja, nem subiram nem desceram tanto quanto durante o período do declínio. E não subiram tanto quando as americanas."

A maioria dos analistas concorda com uma coisa: Por agora, a volatilidade dos mercados promete continuar.