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A bióloga molecular que luta pelos títulos nas ultramaratonas

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A bióloga molecular que luta pelos títulos nas ultramaratonas

Ester Alves
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Ian Cordless
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Apenas três meses após ter terminado no 10.° lugar da geral e como segunda na tabela feminina nos 160 quilómetros em seis dias da Everest Trail Race, Ester Alves está de volta às corridas.

Doutorada em bilogia molecular, esta atleta, de 36 anos, a única portuguesa a correr este tipo de ultra maratonas, iniciou domingo mais uma Coastal Challenge, na Costa Rica, prova que ganhou em 2016 e na qual foi terceira no ano passado.

Na primeira etapa, realizada no domingo, Ester Alves foi 13.a na geral e a segunda no quadro feminino.

Após a segunda etapa, a portuguesa manteve a classificação geral, a pouco mais de 50 minutos da líder nas senhoras, a holandesa nascida em Espanha Ragna Debats, atual campeã europeia de "skyrunning".

Ester Alves não lhe fica muito atrás como atleta, mas ainda tem ainda outro atributo. Um alter ego que poucos imaginavam numa atleta deste calibre e que se revela para ela mais difícil do que percorrer montanhas em temperaturas extremas.

"O maior desafio que passei na vida foi a 10 de julho de 2017 quando estava sozinha na Faculdade de Medicina, a vestir o traje para fazer a defesa de doutoramento, e pensei: não sei se vou conseguir passar esta meta", afirmou em entrevista à RTP.

Conseguiu! Desde julho, Ester Alves é doutorada em Patologia e Genética Molecular, mas confessa que a melhor sensação é quando sai do laboratório para poder correr..

O que vai fazer até sábado! A ultramaratonista portuguesa estará bem longe dos tubos de ensaio e dos microscópios, a percorrer a floresta tropical e os trilhos selvagens da Costa Rica.