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Republicanos fogem ao debate sobre as armas

Republicanos fogem ao debate sobre as armas
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De  Ricardo Figueira
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Sempre que há um massacre como o de Parkland, regressa o debate sobre a liberdade de porte de arma nos EUA. Mas será que vale a pena ter esse debate, sendo que nada muda?

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O recente** massacre numa escola da Florida** relançou o debate sobre o controlo das armas nos Estados Unidos. Um debate ao qual Donald Trump, mais uma vez preferiu fugir. Mark Warner trabalha numa loja de armas que tem uma carreira de tiro. Para ele, não são as armas, mas sim as pessoas que podem ser perigosas: "Porque é que esta arma é mais perigosa que esta? Ambas são perigosas, se caírem nas mãos erradas", diz.

Donald Trump, na comunicação que fez depois do massacre, evitou o tema do controlo de armamento.

Espingardas automáticas como a AR-15 podem ser compradas facilmente e são as mais usadas neste tipo de massacre. Os democratas mobilizam-se: "É revoltante. Se fosse republicano, teria vergonha de a minha liderança não querer enfrentar este assunto. Todos os dias há 30 pessoas assassinadas com armas e tudo o que sabem dizer é que precisamos de mais informação?", interroga-se Mike Thompson, congressista democrata da Califórnia e presidente da comissão da Câmara dos Representantes para a prevenção da violência com armas.

O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Paul Ryan, foi evasivo: "É um daqueles momentos em que temos de recuar, pensar menos nas tomadas de posição ou nas lutas políticas e, simplesmente, mostrarmo-nos unidos. Esta câmara e todo o país estão solidários com a comunidade de Parkland", disse.

Apesar de todo o debate que se reacende sempre que há um episódio destes, o poder do lobby das armas e dos defensores da liberdade de porte tem-se sempre mostrado mais forte.

"Pura maldade" - foi como Paul Ryan descreveu o massacre.
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