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Franco Roberti à Euronews: "A máfia não é um problema exclusivamente italiano"

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Franco Roberti à Euronews: "A máfia não é um problema exclusivamente italiano"

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O assassinato de um jovem jornalista e da namorada deixou a Eslováquia em estado de choque no passado domingo.

A presença da máfia é no país da Europa central é agora inegável. A Euronews falou com Franco Roberti, consultor no Governo italiano e antigo Procurador especial anti-mafia. Diz que a Itália avisou várias vezes sobre a presença destes grupos:

"Já falámos, há muitos anos, deste tema. Falámos desta tendência da 'Ndragheta para se instalar onde podem ter uma maior capacidade de corromper as pessoas, especialmente a classe política. E certificam-se de que não haverá grandes pressões em termos de investigação. No caso da Eslováquia, o Procurador de Reggio Calábria já tinha avisado acerca da presença de uma cosca, de uma família da Calábria, na Eslováquia, e ninguém fez nada.

Jan Kuciak tinha 27 anos e investigava a presença da 'Ndragheta, num país que parecia pouco atento:

"Falta uma sensibilidade geral em todos estes países onde se instalam estas práticas mafiosas e é difícil pôr termo ao crime desta maneiras. Enquanto não mudar a mentalidade nestes países, não se vai perceber que o problema não é só italiano."

Um problema que não é só italiano e que ultrapassa, mesmo, a fronteiras do continente europeu:

Temos assistido à reprodução deste fenómeno da 'Ndragheta fora de Itália, fora da Europa também. No Canadá, tem-se verificado uma série de violentos assassinatos nos últimos anos entre sicilianos e calabreses. Mas também na Austrália, na Suíça, nos Países Baixos. Depois da queda do muro de Berlim, redes como a Camorra invadiram os países de leste.