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ONU diz que Síria entrou numa "fase de terror"

ONU diz que Síria entrou numa "fase de terror"
Direitos de autor REUTERS/Beawiharta
Direitos de autor REUTERS/Beawiharta
De  Miguel Roque Dias com Reuters
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Zeid Ra'ad al-Hussein, Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos, afirmou que o conflito, na Síria, entrou numa "fase de terror" e que as pretenções do Governo de Bashar al-Assad são insustentáveis

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O regime sírio está a "criar o apocalipse" no seu país, acusou esta quarta-feira o Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos.

Na apresentação do relatório anual, Zeid Ra'ad al-Hussein afirmou, ainda, que o conflito, na Síria, entrou numa "fase de terror" e que as pretensões do Governo de Bashar al-Assad são insustentáveis.

"As recentes tentativas para justificar ataques indiscriminados e brutais contra centenas de milhares de civis pela necessidade de atacar algumas centenas de combatentes, em Ghouta Oriental, são legalmente e moralmente, insustentáveis. Além disso, quando se está preparado para matar, tão facilmente, o próprio povo, mentir torna-se fácil também. As reivindicações do Governo da Síria de que está a tomar todas as medidas para proteger a população civil são francamente ridículas", afirmou o Alto-comissário da ONU.

Perante o Conselho dos Direitos Humanos da ONU, al-Hussein afirmou que suspeita ter havido atos de genocídio, no Myanmar, e que acredita estar a decorrer uma limpeza étnica dos Rohingya, no estado de Rakhine: "O meu gabinete tem fortes suspeitas de que podem ter ocorrido, desde agosto, atos de genocídio no estado de Rakhine. Por isso, não estou surpreendido com os relatos de que as aldeias Rohingya foram atacadas, nos últimos anos, e alegadas valas comuns das vítimas estejam a ser arrasadas. Isso parece ser uma tentativa deliberada das autoridades para destruir potenciais provas de crimes internacionais "

Al-Hussein anunciou, ainda que foram cometidos crimes contra a Humanidade, na Venezuela, devido à erosão das instituições democráticas; denunciou um clima de repressão no Egito; e acusou a União Europeia e os Estados Unidos da América de implementarem medidas restritivas relativas aos migrantes.

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