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Bruxelas reage às novas tarifas de Trump sobre aço e alumínio

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Bruxelas reage às novas tarifas de Trump sobre aço e alumínio

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Bruxelas e Washington parecem mais perto de uma autêntica guerra dos metais, que corre o risco de se transformar numa guerra comercial.

Donald Trump assinou a imposição de tarifas às importações de aço e alumínio - 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio. Só o Canadá e o México ficam de fora. Washington diz que não tem escolha e que o faz por necessidade.

A Comissão Europeia não aceita as justificações dos EUA e diz que não é possível que as matérias-primas do bloco, tão próximo dos Estados Unidos, possam vir a ser abrangidas pelas medidas agora aprovadas.

Cecilia Malmström, Comissária Europeia do Comércio, diz que Bruxelas não entende como podem os Estados membros ser considerados como uma ameaça:

"Somos amigos, somos aliados, trabalhamos juntos. Não podemos, de forma alguma, ser uma ameaça para a segurança dos Estados Unidos. Por isso, esperamos ficar de fora. Mas não entendemos bem o que disse o presidente, pelo que precisamos de mais detalhes," explicou a Comissária do Comércio aos jornalistas.

A Comissária pdeverá encontrar-se com um representante do Governo norte-americano para o comércio no sábado.

Debatem um regime de exceção para os Estados membros. Parece que ainda há tempo, embora, a partir desta semana, todos os minutos contem.

Jean-Baptiste Lemoyne, secretário de Estado francês do Ministério para a Europa, disse à Euronews que a Europa deve manter-se firme:

"Queremos dialogar até ao fim, mas se o diálogo não der em nada, a Europa não deve ser naif e deve dar início a respostas, a respostas adequadas, de forma proporcional, mas que deixem claro que não podem atingir-nos desta forma."

E caso o diálogo não der mesmo em nada, Bruxelas já tem um plano. O aço e o alumínio serão taxados, mas também o burbon, a manteiga de amendoim, o sumo de laranja e os arandos e os mirtilos.

"Uma reputação de destabilizador político"

Para Stefan Gröber, jornalista da Euronews em Bruxelas, Donald Trump faz jus, mais uma vez à reputação de destabilizador político.

Agora, o que está em risco é o sistema de comércio internacional, que corre o risco de desintegrar-se.

Alguns analistas dizem que a decisão de Trump ameaça mesmo as instituições que garantem a ordem económica internacional.

Além disso, é no mínimo estranho que se fale em razões de segurança nacional para aumentar as tarifas sobre aço e alumínio, quando os Estados Unidos têm como principais parceiros no setor alguns dos seus aliados mais próximos.

Na sede da União, em Bruxelas, as respostas serão dadas, tendo em conta que as guerras comerciais não beneficiam ninguém.