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Hungria legitima governo anti-imigração de Viktor Orbán

Eleitora passa diante de um cartaz do Fidesz contra a entrada de refugiados
Eleitora passa diante de um cartaz do Fidesz contra a entrada de refugiados -
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REUTERS/Leonhard Foeger
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O Fidesz, de centro direita, conseguiu este domingo uma esmagadora vitória nas urnas, garantindo pela primeira vez na história da Hungria pós-comunista um terceiro mandato consecutivo da mesma força política e de novo com dois terços do parlamento em aliança com os democratas cristãos.

É também um terceiro voto de confiança nas políticas anti-imigração do controverso líder, Viktor Órban.

"Quando se alcança um resultado como este, podemos recordar um sábio provérbio: agora devemos de ser modestos porque agora temos uma razão para isso", afirmou o líder do Fidesz, num discurso de vitória que começou com uma declaração clara: "Vencemos! A alta participação não deixa dúvidas."

Orbán considerou que "a grande batalha ficvou para trás". Com uma "vitória decisiva", o primeiro-ministro agora reeleito assume ter "a oportunidade" para desenvolver o país que idealiza.

"Temos a oportunidade criarmos a base para protegermos e defendermos a Hungria", sublinhou.

Com uma campanha forte anti-imigração e em claro choque com a União Europeia, o chefe do Governo húngaro respondeu as críticas de autoritarismo com a expressão da vontade da maioria dos compatriotas.

"O nosso país, a Hungria, ainda não chegou ao nível que deseja, mas está no caminho que escolheu. Nós vamos continuar juntos neste caminho", prometeu.

Em Budapeste, a acompanhar a festa do Fidesz, esteve o nosso correspondente Attila Magyar: "Centenas de pessoas celebraram a terceira vitória consecutiva do Fidesz no local de celebração do partido. Nem os militantes nem o próprio líder esperariam um triunfo tão acentuado. A questão agora é saber se o primeiro-ministro vai alterar a retórica ou manter o atrito com o Bruxelas."

De acordo com a HVG, com quase 99% do escrutínio efetuado, coligação Fidesz-Democratas Cristãos somava 48,49% dos votos, com o jobbik em segundo, a larga distância (19,50%) e a aliança da esquerda (MSZP-Diálogo) a cair para terceiro (12,35%). Apenas mais dois partidos tinham conseguido ultrapassar a fasquia dos cinco por cento que permite representação no parlamento: o LMP (6,93%) e o DK (5,58%).