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Quem apoia a resposta militar ao alegado ataque químico na Síria?

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Quem apoia a resposta militar ao alegado ataque químico na Síria?

 Bashar Jaafari, o embaixador russo na ONU, resiste à pressão do ocidente
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REUTERS/Shannon Stapleto
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A 7de abril, a cidade de Douma, na Síria, cerca de 70 pessoas terão sido mortas. Tudo aponta para um ataque químico. O ocidente aponta o dedo ao regime de Bashar al-Assad, a Rússia diz não gaver provas do ataque, Damasco nega o ataque, Donald Trump admite um ataque dos Estados Unidos à Síria.

França garante ter provas do ataque, mas revela-se cautelosa na participação num eventual ataque.

Depois do alegado ataque e de uma série de bombardeamentos, o governo sírio assumiu o controlo da cidade de Douma. E logo depois de Ghouta oriental. As tropas russas, aliadas do regime de Assad ajudaram na conquista.

A partir daqui a tensão escalou.

Os EUA acusaram imediatamente a Rússia de ter mão no alegado ataque químico de Douma. Houve uma "chuvada" de ameaças deitas por Donald Trump pelo Twitter.

O que agravou ainda mais tensão entre Washington e o Kremlin.

"Os mísseis estão prontos", foi uma das afirmações do presidente americano. A Casa Branca tentou colocar depois alguma na fervura já em ebulição. "Nada está decidido", garantiu a administraçãoTrump.

Do lado da ação militar americana estão o Reino Unido e a França.

Theresa may, sem consultar o parlamento britânico, juntou os ministros para discutir um possível ataque na Síria, numa altura em que está em curso também um braço de ferro diplomático entre Londres e Moscovo devido ao "caso Skripal."

O governo britânico concorda com as suspeitas de que regime de Assad é responsável pelo ataque em Douma. Caso se prove o uso de armamento químico no ataque, o Reino Unido não o irá ignorar.

Do mesmo lado, Em,manuel Macron diz ter provas de que foram usadas substâncias químicas no ataque de Douma, mas esclarece que a França só avança para a uma ação militar após a investigação confirmar o uso de agentes neurotóxicos.

Mas há quem não queira qualquer confronto. É o caso de Irão, a visda Síria e a Rússia.

O país acusado pelo ocidente no caso Skripal e principal apoiante do regime de basha assad, é contra uma ação militar contra as forças sírias.

Vladimir Putin tem estado publicamente em silêncio. Coube à porta voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros a reação às acusações. Maria Zakharova disse que as tropas russas no terreno não encontraram em Douma quaisquer vestígios de um ataque químico, contrariando as provas que omnpresidente de França diz ter.

No centro da balança estão Alemanha e Itália.

A chanceler Angela Merkel e o primeiro ministro Paolo Gentiloni reagiram a este novo turbilhão internacional em torno do conflito sírio. Dizem que não vão agir diretamente no eventual ataque militar, mas condenam o uso de armas químicas, caso se isso se prove.

Este caso traz à memória a primeira decisão militar de Donald Trump. Há precisamente um ano, após um alegado ataque químico no noroeste da Síria, que matou 80 pessoas, os EUA agiram. O Pentágono autorizou o bombardeamento de uma base miltiar do regime de Bashar al Assad.