Última hora

Última hora

Justiça não vai apresentar queixa-crime por morte de Prince

Em leitura:

Justiça não vai apresentar queixa-crime por morte de Prince

Justiça não vai apresentar queixa-crime por morte de Prince
Tamanho do texto Aa Aa

A morte de Prince, em abril de 2016, deu origem a uma investigação a nível local e Federal nos Estados Unidos.

Esta semana, quando passam dois anos da morte do cantor, o procurador do Condado de Carver (Minnesota) anunciou que não iria iria ser apresentada uma queixa-crime pela morte do autor de 'Purple Rain' e 'Diamonds Pearls'.

"Apesar dos grandes esforços, as autoridades foram incapazes de determinar a origem do Vicadin de contrabando, misturado de fentanil," explicou o procurador Mike Metz.

"Por isso, sem motivos e sem qualquer suspeito, as autoridades do Condado não podem apresentar queixa criminal relacionada com a morte de Prince."

De acordo com o resultado da autópsia, a morte do cantor foi causada por uma overdose de fentanil, opioide 50 vezes mais poderoso do que a heroína.

No entanto, a investigação de dois anos não foi suficiente para determinar onde o artista obteu o medicamento, produzido de forma ilegal.

Esta semana foram também divulgados novos documentos relacionados com a morte de Prince, cujo corpo foi encontrado no chão de um elevador da moradia do cantor em Paisley Park, no estado do Minnesota.

Os documentos foram publicados na Internet, na quinta-feira à tarde, entre fotos e videos.

Um dos ficheiros agora disponíveis pertence a uma das câmaras de segurança da entrada do edifício da clínica onde Prince tinha um encontro com o médico Michael Todd Schulenberg. O cantor chegou ao local com Kirk Johnson, guarda-costas e amigo pessoal.

De acordo com a Justiça dos Estados Unidos, o médico, suspeito de receitar medicamentos de forma ilegal a Prince, aceitou o pagamento de quase 30 mil euros para chegar a um acordo, depois de ter sido investigado por violar leis Federais, relacionadas com a prescrição de medicamentos.

Michael Todd Schulenberg terá receitado oxicodona, um fármaco opioide analgésico ao guarda-costas de Prince, Kirk Johnson, que terá dado os medicamentos ao cantor. Os medicamentos prescritos por Schulenberg não estavam ligados à morte de Prince.

Johnson continua a negar qualquer responsabilidade pela morte do amigo.

Uma imagem pública diferente

Conhecido pelo estilo andrógeno e canções com uma grande carga sexual , o cantor transmitia uma imagem pública de uma vida saudável e sem vícios.

Mas a investigação, que incluiu buscas num computador pessoal de Prince e o acesso a conversas com amigos, feitas a partir do telemóvel do artista, permitiu descobrir que o cantor se encontrava em sofrimento, que sofria de dores nas ancas depois dos espetáculos e que era consumidor habitual de analgésicos.

A Agência de Luta contra os Estupefacientes dos EUA (DEA, sigla em inglês) descobriu, em casa de Prince, caixas com medicamentos de contrabando, semelhantes ao conhecido Vicodin, nome comercial, no mercado norte-americano, de um potente analgésico, misturado com fentanil.