Euronews is no longer accessible on Internet Explorer. This browser is not updated by Microsoft and does not support the last technical evolutions. We encourage you to use another browser, such as Edge, Safari, Google Chrome or Mozilla Firefox.

Última hora

Última hora

Recurso de Karadzic dá entrada em Haia

Recurso de Karadzic dá entrada em Haia
Tamanho do texto Aa Aa

Um "erro" e uma "injustiça." Estes são alguns dos argumentos invocados pela defesa de Radovan Karadzic, antigo líder sérvio-bósnio no recurso apresentado à justiça para anular a sentença proferida pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia, em 2016. O recurso está a ser analisado, em Haia, pelo chamado Mecanismo dos Tribunais Penais Internacionais.

"Foi pedido a Karadzic que escolhesse entre representar-se a si próprio ou testemunhasse na sua defesa. E o facto de ter sido colocado nessa posição representa uma violação do direito à auto representação" refere Kate Gibson que representa a defesa de Karadzic.

Condenado a 40 anos de prisão por genocídio e crimes de guerra, Karadzic não é o único contestar a decisão do TPI. Também, a acusação fala de "erros" e pede, por isso, que a sentença seja revista para prisão perpétua à semelhança do que aconteceu com o antigo comandante do Exército sérvio-bósnio, Ratko Mladic.

Para os sobreviventes e familiares de vítimas de crimes cometidos na Bósnia ainda não foi feita justiça

"Se não for condenado a prisão perpétua não é um castigo. Não é uma sentença para o crime de genocídio" refere Munira Subasic, presidente da associação Mães de Srebrenica.

Depois de 12 anos em fuga, Karadzic acabou por ser preso em 2008, julgado e condenado por 10 crimes mais de duas décadas após o fim da guerra civil na Bósnia-Herzegovina. A guerra que terminou em 1995 provocou cerca de 100 mil mortos e mais de dois milhões de deslocados.