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Cimeira das Coreias divide opiniões

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Cimeira das Coreias divide opiniões

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Estamos no observatório de Dora, junto à fronteira entre as duas Coreias, não longe do local onde os líderes do Norte e do Sul se vão encontrar. Aqui, vêm turistas de toda a Coreia do Sul ver o Norte, mais precisamente a aldeia de Kijongdong, através de binóculos.

Perto daqui, do lado sul da fronteira, fica outra aldeia, Daesungdong, também construída depois da guerra dos anos 50. Aqui, os habitantes já se habituaram à forte presença dos militares: "Recentemente, criou-se aqui uma atmosfera pacífica. Os residentes querem continuar a viver aqui num ambiente de estabilidade", diz o chefe da aldeia, Kim Dong-ku.

Em Seul, as expectativas em relação à cimeira são variadas. You Jong-hyun é taxista, tem 59 anos e cresceu nos anos do pós-guerra: "Não acredito que as duas cimeiras anteriores se tenham desenrolado em pé de igualdade. Disseram-me que da outra vez a Coreia do Sul deu dinheiro ao Norte. Espero que desta vez não haja acordos feitos por baixo da mesa", diz.

Kim Hana, executiva na área da publicidade, prepara-se para mais uma viagem de negócios. Vem de uma geração mais jovem, que não viveu a guerra, mas cresceu com o medo do vizinho do norte. Para ela, a segurança é o mais importante: "Quero viver num país que garante segurança, sem ameaças à minha vida, onde posso viver sem preocupações e com paz de espírito", disse a jovem executiva.

O encontro entre o líder norte-coreano Kim Jong-un e o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, fez regressar as esperanças de apaziguamento, depois de um aumento da tensão ao longo dos últimos anos, com uma série de testes nucleares e provas de força por parte da Coreia do Norte.