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Pais de Avicii reforçam suspeita na morte do DJ sueco

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Pais de Avicii reforçam suspeita na morte do DJ sueco

A morte de Tim Bergling continua envolta em mistério mas há uma suspeita
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Bjorn Lindgren/TT News Agency via REUTERS
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As suspeitas de suicídio na morte do DJ Avicii foram reforçadas esta qunta-feira através de uma carta dos pais de tim Bergling, o nome verdadeiro do produtor e compositor sueco, de 28 anos, encontrado morto há uma semana em Omã. "Ele não aguentava mais", revelaram Anki Lidén e Klas Bergling.

"O nosso amado Tim era um curioso, uma frágil alma artística em busca de respostas para questões existenciais. Um perfecionista com ultrarrealizado que viajou e trabalhou muito a um ritmo que o levou ao stresse extremo. Quando suspenseu as digressões, ele queria encontrar um pouco de equilíbrio na vida, ser feliz e poder fazer o que ele mais gostava: música", lê-se na carta endereçada aos jornalistas.

Os pais dizem que Avicii (nome artístico de Tim) "não foi feito para a máquina empresarial em que se viu metido" através do sucesso rápido na música mundial, "era uma pessoa sensível que amava os fãs, mas evitava os holofotes."

Muitos meios de comunicação social entenderam esta carta como uma revelação de que o DJ havia sucumbido â pressão e decidido deixar de viver.

Quem se cruzou com o sueco, nos últimos dias de vida, testemunhou ter convivido com uma pessoa alegre, bem disposta e aparentemente de bem com a vida.

Tim Bergling estaria de férias há alguns dias em Omã. O músico de 28 anos foi encontrado morto há cerca de uma semana em Mascate. A polícia local garante já estar na posse de todas as informações relacionadas com a morte do músico inclusive o resultado de duas autópsias efetuadas.

Os resultos dos dois exames post mortem ao corpo do sueco não foram revelados pelasa autoridades a pedido da família, mas a suspeita de crime foi de pronto afastada publicamente pela polícia.

Na Suécia, a notícia provocou uma onda de tristeza pelo fim precoce de uma das maiores estrelas internacinais do país na atualidade.

À enorme concentração popular de sábado passado em Estocolmo, com milhares de pessoas a dançar numa praça da capital sueca ao som da música de Avicii, também algumas igrejas do país se associaram às homenagens e colocaram os respetivos sinos a tocar os ritmos compostos pelo aclamado produtor sueco já comparado a Bach e Mozart.

Numa entrevista em 2015, Avicii revelou à Associatred Press (em baixo) os problemas da pressão do sucesso na música que já na altura o faziam cair regularmente em depressão. "Há muita a acontecer ao mesmo tempo", reclamava Tim Bergling na altura.

Em 2016, ano em que atuou pela última vez em Portugal, no Rock in rio-Lisboa, Avicii anunciou uma pausa nas digressões. Não voltaria à estrada de forma regular.