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Economia europeia em crescimento mas com "novos riscos"

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Economia europeia em crescimento mas com "novos riscos"

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REUTERS/Francois Lenoir
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Depois de terem atingido o nível mais elevado da última década, em 2017, as taxas de crescimento da União Europeia e da Zona Euro deverão manter-se em expansão, mas "a economia está mais exposta a fatores de risco externos, que são mais intensos e mais desfavoráveis", avisa a Comissão Europeia nas Previsões Económicas da Primavera de 2018.

Pelas contas de Bruxelas, depois de te registado uma taxa de 2,4% em 2017, o crescimento económico deverá fixar-se nos 2,3% este ano, escorregando ligeiramente para os 2% em 2019.

O Comissário responsável pelos Assuntos Económicos e Financeiros, Fiscalidade e União Aduaneira, Pierre Moscovici sublinha o pico alcançado no ano passado: "o crescimento económico na Zona Euro e na União Europeia (UE) atingiu máximos de dez anos em 2017, que foi também o primeiro ano numa década em que todas as economias europeias cresceram bem".

As previsões económicas da Primavera apresentam um otimismo cauteloso, avisando que a economia está mais exposta a fatores de risco externos, como as políticas protecionistas.

"O principal risco que ameaça estas perspetivas tão otimistas é o protecionismo, que não pode converter-se na nova normalidade: só poderia prejudicar aqueles de entre os nossos cidadãos que mais necessitam de proteção", assinala Pierre Moscovici.

O desemprego continua a diminuir, estando atualmente próximo dos níveis anteriores à crise. Na UE, espera-se que o desemprego continue a decrescer, de 7,6 % em 2017 para 7,1 % em 2018 e 6,7 % em 2019. Na zona Euro, as previsões apontam para uma redução, de 9,1 % em 2017 para 8,4 % em 2018 e 7,9% em 2019.

A inflação abrandou nos primeiros três meses do ano, mas Bruxelas antecipa um ligeiro aumento nos próximos trimestres, devido, em parte, à subida dos preços do petróleo.

"De um modo geral, a inflação na zona euro em 2018 deverá manter-se ao mesmo nível de 2017, isto é, 1,5 %, e em seguida aumentar para 1,6 % em 2019. Na UE, espera-se a mesma tendência, mas com a taxa de inflação a manter-se a 1,7 % no corrente ano, antes de aumentar para 1,8 % em 2019", lê-se no comunicado divulgado por Bruxelas.

A Comissão Europeia nota que o consumo privado continua dinâmico e as exportações e o investimento aumentaram, mas os riscos são cada vez mais significativos. Mercados financeiros voláteis ou subida das taxas de juro americanas são fatores que podem gerar incertezas e criar instabilidade.

Em comunicado, o Vice-Presidente responsável pelo Euro e Diálogo Social, bem como pela Estabilidade Financeira, Serviços Financeiros e União dos Mercados de Capitais, Valdis Dombrovskis, afirma: "a expansão económica na Europa deverá prosseguir a bom ritmo este ano e no próximo, apoiando a criação de emprego. No entanto, no horizonte perfilam-se também riscos cada vez mais significativos".

A preocupação de Bruxelas traduz-se num aviso: "deveríamos aproveitar a atual conjuntura favorável para tornar as nossas economias mais resilientes. Tal significa criar reservas orçamentais, reformar as nossas economias para promover a produtividade e o investimento, bem como tornar o nosso modelo de crescimento mais inclusivo. Significa também reforçar os alicerces da nossa União Económica e Monetária".