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Afonso Dhlakama: Da FRELIMO à oposição moçambicana

Afonso Dhlakama: Da FRELIMO à oposição moçambicana
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REUTERS/Grant Lee Neuenburg/File Photo
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Afonso Macacho Marceta Dhlakama.

Nasceu a um de janeiro de 1953. Lutou pela independência de Moçambique e com o fim da Guerra Colonial, em 1974, integrou as fileiras da FRELIMO, partido que abandonou dois anos depois, em divergência com os dirigentes.

Nessa altura, em Harare, no Zimbabué, funda a Resistência Nacional de Moçambique, um movimento armado apoiado pelos serviços secretos da Rodésia.

O primeiro líder do partido, André Matsangaissa, foi assassinado em 1979 e Dhlakama assumiu a liderança do que passou a chamar-se RENAMO.

Só após a morte de Samora Machel, antigo presidente de Moçambique, em 1986, e com a chegada ao poder de Joaquim Chissano, foi assinado o acordo de paz, em 1992.

Afonso Dhlakama concorreu várias vezes às eleições em Moçambique mas nunca conseguiu vencer. A RENAMO continuou a ter um cariz muito militar e armado e foi acusada de ser responsável por vários ataques e pela instabilidade política de Moçambique.

Em 2004, Armando Guebuza da Frelimo venceu as presidenciais, Dhlakama rejeitou os resultados, tal como aconteceu depois em 2009.

O Acordo Geral de Paz foi quebrado e só voltou a ser reposto nas vésperas das eleições de 2014.

Pouco antes de morrer Afonso Dhlakama aproxima-se do presidente Filipe Nyusi para negociar o desarmamento do partido da oposição.

O líder da RENAMO morreu aos 65 anos.