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Empresas europeias ameaçadas por sanções norte-americanas

EUA e UE em rota de colisão
EUA e UE em rota de colisão
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A decisão do presidente norte-americano de retirar os Estados Unidos do acordo nuclear com o Irão e o anúncio da imposição de sanções económicas terão impacto sobre as empresas belgas e não só.

"A Europa deve realmente pensar em assumir o controlo da situação"

Pascale Delcomminette Administradora-geral, Awex

As exportações da Bélgica para o Irão cresceram 20% em 2016. Os sectores alimentar, de engenharia mecânica, infraestruturas, meio ambiente e energia são os principais afetados.

Segundo dados da Agência de Comércio Externo, a Bélgica exportou quase 550 milhões de euros para o Irão nos primeiros 11 meses de 2017 contra cerca de 115 milhões em importações.

As sanções impostas recentemente por Donald Trump constituem agora uma ameaça real às relações comerciais com o Irão.

"Existe esse medo da punição direta e, depois, também existe um aspeto psicológico, o medo da retaliação por parte dos EUA no contexto de relações que também teriam com outros parceiros. Aqui, mais uma vez, a denúncia do acordo e o anúncio da imposição da sanções, isto vai obviamente torná-los ainda mais frios o que torna mais complicado para as nossas empresas finalizarem os contratos que já estavam a negociar com os parceiros iranianos", afirma Pascale Delcomminette, administradora-geral da agência de comércio externo da Wallonia, Awex.

Mas como pode a Europa proteger-se desta ação unilateral?

A administradora-geral da Awex adianta que "a Europa deve realmente pensar em assumir o controlo da situação e utilizar todo o seu arsenal jurídico para proteger as empresas da possibilidade de sanções norte-americanas no quadro do princípio da extra-territorialidade. Existe um mecanismo chamado Regulamento de Bloqueio da UE que permite à Europa ativar esse arsenal jurídico para proteger as empresas europeias de eventuais sanções americanas".