A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

UE contesta na Organização Mundial do Comércio taxas dos EUA

Comissária Europeia Comércio Cecilia Malmstrom em conferência de imprensa
Comissária Europeia Comércio Cecilia Malmstrom em conferência de imprensa -
Direitos de autor
REUTERS/YVES HERMAN
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

A União Europeia vai contestar na Organização Mundial do Comércio a legalidade das novas tarifas que os Estados Unidos impuseram para o aço e alumínio vindos da Europa.

Bruxelas já tem preparado um pacote de medidas sobre alguns produtos norte-americanos americanos como forma de retaliação e que deverá entrar em vigor ainda este mês.

A Comissária Europeia do Comércio, Cecília Malmstrom, diz que a decisão de Donald Trump põe em causa a recuperação global da economia.

"Não usaria o termo guerra comercial porque tem um efeito psicológico e porque também não estamos nessa fase. Mas a situação é preocupante, pode escalar e a recuperação económica que temos visto não apenas na União Europeia mas global, corre o risco de diminuir por causa disto. Os Estados Unidos estão a jogar um jogo perigoso"

A presidente da Câmara do Comércio americana na União Europeia, Susan Danger, considera que uma eventual escalada nesta luta comercial não vai beneficiar nenhum dos lados.

"A relação União Europeia - Estados Unidos é uma das mais fortes dos mundo, na realidade, é a maior do mundo. Representa 15 milhões de empregos nos dois lados do Atlântico e dois biliões de euros de investimento só no ano passado. Por isso existe uma preocupação séria de como esta relação vai continuar. Preocupa-nos o risco de uma escalada que leve a mais retaliações comerciais, ataques e contra-ataques que não vão ajudar ninguém."

Canadá e México responderam à decisão de Donald Trump com a imposição de taxas de milhares de milhões de euros sobre os produtos norte-americanos como sumo de laranja ou carne de porco.