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Mais de três milhões de quilates de diamantes deixaram Angola este ano

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Mais de três milhões de quilates de diamantes deixaram Angola este ano

Exploração de diamantes é uma das principais exportações de Angola
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REUTERS/ Arquivo
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Angola exportou mais de três milhões de quilates de diamantes nos primeiros quatro meses de 2018, vendas que representaram um encaixe em receitas fiscais, para o Estado angolano, de mais de 18 milhões de euros.

Segundo o último relatório mensal do Ministério das Finanças de Angola sobre a arrecadação de receitas fiscais diamantíferas, as vendas globais atingiram entre janeiro e abril os 380 milhões de dólares (325 milhões de euros), com cada quilate a ser vendido a um preço médio de 128,32 dólares.

Só no mês de abril, Angola exportou 719.645 quilates de diamantes, quantidade que está em linha com meses anteriores. No total dos quatro primeiros meses de 2018, a quantidade exportada por Angola em diamantes eleva-se já a 3.031.430,29 quilates.

Entre imposto industrial e ‘royalties’ pagos pelas empresas diamantíferas, o Estado recebeu, em receitas fiscais com a venda de diamantes, entre janeiro e abril, mais de 5.047 milhões de kwanzas (18 milhões de euros).

Já a cotação média de cada quilate de diamante exportado por Angola está em queda, face ao pico do ano, atingido em janeiro com 136 dólares.

A comercialização de diamantes em Angola representou vendas brutas de 1.000 milhões de dólares (850 milhões de euros) em 2017, referiu em março último o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, acrescentando quer melhorar as vendas este ano.

"Para este ano, as projeções têm sempre em conta o preço base, e isto é uma variável exógena que não depende de nós. Queremos ainda assim melhorar o valor do ano passado", disse Diamantino Pedro Azevedo.

O governante angolano acrescentou que o setor que dirige pretende melhorar a política de comercialização de diamantes, com vista a atrair mais investimentos.

"Já existe uma política de comercialização. O que nós queremos é melhorar essa política no sentido de, primeiro maximizar as receitas para o Estado, e segundo também acautelar os interesses dos produtores e das empresas de comercialização", apontou.

A Lusa noticiou a 11 de março que a quantidade de diamantes vendidos por Angola subiu quase quatro por cento entre 2016 e 2017, para 9,438 milhões de quilates, mas a quebra na cotação média por quilate permitiu apenas um ligeiro aumento no volume de vendas.

Segundo dados do Ministério das Finanças, em 2017 o país vendeu, globalmente, mais de 1.102 milhões de dólares (940 milhões de euros) em diamantes, um aumento neste caso inferior a 0,5%, face às vendas do ano anterior.

Em 2016, de acordo com os mesmos dados, cada diamante angolano foi vendido, em média, a 121,1 dólares por quilate, valor que em 2017 diminuiu para 117,23 dólares.

Globalmente, as receitas fiscais geradas com a venda destes diamantes, o segundo maior produto de exportação de Angola, subiram 5% entre 2016 e 2017, para 14,7 mil milhões de kwanzas (55,6 milhões de euros, à taxa de câmbio de então).

Segundo o Governo angolano, com a entrada em operação do maior kimberlito do mundo, na mina do Luaxe, na província angolana da Lunda Sul, e de outros projetos de média e pequena dimensão nas províncias diamantíferas das Lundas Norte e Sul, mas também em Malanje, Bié e no Cuando Cubango, Angola poderá duplicar a atual produção diamantífera anual já a partir deste ano.