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Legislativas no Camboja ensombradas por ausência de movimento da oposição

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Legislativas no Camboja ensombradas por ausência de movimento da oposição
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Acompanhado por um séquito de apoiantes, o primeiro-ministro do Camboja começou a jornada deste domingo bem cedo rumo a uma assembleia de voto da província de Kandal.

No poder há mais de três décadas, Hun Sen lidera o Partido do Povo Cambojano (PPC), favorito à vitória das legislativas.

Muitos alegam uma "farsa" que se segue a meses de intimidação por parte de Sen e ao facto de a principal força da oposição ter sido ilegalizada.

"Infelizmente estas eleições não serão genuínas, nem livres e justas. O problema é que o Partido de Salvação Nacional do Camboja, na oposição, que conseguiu 44% dos votos nas eleições locais de 2017, foi barrado. Estamos a falar de um escrutínio sem oposição", sublinha Phil Robertson, da Human Rights Watch.

Dias antes do escrutínio, as autoridades bloquearam os websites de meios de comunicação social independentes, mas o Governo insiste na versão de eleições "livres e justas." Se uns denunciam "o canto da sereia", outros deixam-se embalar pela melodia.

"Adoro o primeiro-ministro Hun Sen porque ajuda a construir muitas coisas para as pessoas nas províncias. Construiu escolas. Ajudou os pobres", diz Mao Sam An, eleitor.

Mao Monika, uma jovem de 25 anos, acrescenta: "Espero que depois das eleições haja paz, como sempre, em vez do caos na nossa sociedade."

Em 2013, a Comissão Eleitoral falou numa taxa de participação nas eleições de 69%.

Agora afastado, o Partido de Salvação Nacional do Camboja, de Kem Sohka, obteve, na altura, 44% dos votos, surpreendendo de forma inesperada o Governo.

A formação foi acusada de estar envolvida numa conspiração para derrubar o Executivo, com o apoio de Washington.

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