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Caso Brunson faz aumentar a tensão entre Washington e Ancara

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Caso Brunson faz aumentar a tensão entre Washington e Ancara

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Turquia ameaçou os Estados Unidos com medidas de retaliação, quarta-feira, após as sanções impostas por Washington aos ministros turcos do Interior, Süleyman Soylu, e da Justiça, Abdulhamit Gül, em resposta à prisão e detenção do pastor norte-americano Andrew Brunson na Turquia.

Após um ano e meio de detenção, Brunson foi colocado em prisão domiciliar, quarta-feira. As autoridades turcas acusam Brunson de atividades "terroristas" e de espionagem.

O chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, informou que o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considera que as sanções anunciadas visando os ministros turcos eram "a medida apropriada" contra a "recusa" de libertar o pastor.

"O Presidente tem acompanhado de perto a atual situação na Turquia envolvendo o pastor Andrew Brunson. Não vimos nenhuma evidência de que o pastor Brunson tenha feito algo errado e acreditamos que ele é vítima de atenção injusta por parte do governo da Turquia," afirmou a porta-voz da Casa Branca, Huckabee Sanders.

Entretanto, Mike Pence, um cristão evangélico como Brunson, designou o pastor como uma "vítima de perseguição religiosa" numa Turquia predominantemente muçulmana.

As relações entre a Turquia e os EUA, que têm os dois maiores exércitos da NATO, são complicadas por divergências sobre a questão síria e o destino do clérigo islâmico Fethullah Gulen. Ancara considera que o opositor turco exilado nos Estados Unidos teve envolvimento no golpe fracassado de 2016 e pede a sua extradição.