Última hora

Última hora

OMS diz que conflito na RD Congo dificulta combate ao Ébola

Em leitura:

OMS diz que conflito na RD Congo dificulta combate ao Ébola

OMS diz que conflito na RD Congo dificulta combate ao Ébola
@ Copyright :
REUTERS/Kenny Katombe/File Photo
Tamanho do texto Aa Aa

Uma equipa da Organização Mundial da Saúde (OMS) chegou, quinta-feira, à República Democrática do Congo, para coordenar a resposta a um novo surto de Ebola.

O foco situa-se na província do Kivu do Norte, no nordeste do país, palco de grande movimentação de deslocados por causa da guerra civil.

É uma zona de conflito ativa, por isso vamos ter de levar a cabo operações de saúde pública na linha de frente

Peter Salama Diretor-adjunto, Organização Mundial de Saúde

"É uma zona de conflito ativa, por isso vamos ter de levar a cabo operações de saúde pública na linha de frente, a fim de travar este surto. O outro fator que nos preocupa, obviamente, é que se situa numa zona fronteiriça, neste caso, a fronteira com o Uganda", disse, em exclusivo para a euronews, Peter Salama, diretor-adjunto da OMS, encarregado da unidade de Resposta de Emergência.

O país declarou o fim de outro surto, no passado dia 24 de julho, no lado oposto do país, a cerca 2500 km. Dos 54 casos registados, 21 pessoas sobrevieram a doença.

Essa experiência ajuda a conter o alastramento da epidemia na região, segundo Peter Salama: "Qualquer um dos países vizinhos ativou programas de resposta, com material e pessoal em estado de prontidão. Estão, certamente, muito melhor preparados do que no passado".

A doença, descoberta precisamente neste país, em 1976, é transmitida por contato direto com o sangue e fluídos corporais de pessoas ou animais infectados.

A febre causa hemorragias severas e tem uma taxa de mortalidade de 90%.

A pior epidemia de Ébola conhecida foi declarada em março de 2014, na Guiné Conacri, de onde se expandiu para a Serra Leoa e a Libéria.

A OMS declarouu o fim dessa epidemia em janeiro de 2016, após registrar 11,300 mortes e mais de 28,500 casos, embora a agência da ONU tenha admitido que esses números podem ter sido conservadores.