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Fortes reacendimentos preocupam autoridades em Monchique

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Fortes reacendimentos preocupam autoridades em Monchique

Fortes reacendimentos preocupam autoridades em Monchique
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REUTERS/Rafael Marchante
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Casas ardidas, feridos e desespero. O inferno de Monchique não dá tréguas e lavra já desde sexta-feira. Fortes reacendimentos devido, em particular, ao vento forte redobraram as preocupações dos bombeiros que, apesar do esforço, não evitaram a destruição de casas e bens de gente que trabalhou uma vida inteira. Cinzas foi o que restou para muitas pessoas.

Há a registar pelo menos 25 feridos, um caso considerado grave. Uma mulher de 72 de anos foi transportada para Lisboa.

Depois de uma acalmia, a situação voltou a gerar grande preocupação às autoridades. A população local tenta ajudar no combate às chamas e em muitos casos resiste às ordens da guarda nacional.

Foi o caso de Carlos Inácio, morador da Chapadinha, que não consegue esconder a revolta."Trataram bem de mim quando precisava de água e deram-me sempre. A casa de um colega meu começou a arder, nos estávamos a 100 metros, e quem estava lá não sabia onde era a casa do meu colega. E alguém gritou, a casa do Avelino está a arder. E eu disse: tirem-me as algemas que eu ajudo. Ninguém ligou, até que chegou a um ponto que eu, mesmo algemado, fui explicar onde era a casa. Apareceram dois gorilas, tenho aqui neste braço o que me fizeram. Bateram-me", explica.

A vila de Monchique chegou a estar em perigo no domingo à noite e algumas casas tiveram que ser evacuadas.

O incêndio mobiliza pelo menos 1160 bombeiros, apoiados por 350 viaturas e 14 aeronaves. Pelo quarto dia consecutivo, esta região do sul de Portugal volta a ser palco de um combate difícil, algumas populações têm pela frente mais uma noite de sobressalto.