No país do Papa Francisco, a lei que está em vigor e criminaliza a interrupção voluntária da gravidez tem quase 100 anos
Eram quase 3 da manhã na Argentina quando o Senado terminou a votação do projeto para a legalização do aborto, que já tinha sido aprovado no parlamento em junho.
Chumbado o projeto na câmara alta, fica em vigor a lei escrita em 1921 e que criminaliza a interrupção voluntária da gravidez.
No país do Papa Francisco, as convicções religiosas impuseram-se ao direito à escolha. Os protestos pela decisão fizeram-se ouvir de imediato na rua.
Num dos debates mais profundos na Argentina desde o regresso à Democracia, as organizações civis que estão a favor do aborto seguro, legal e gratuito prometem apresentar a proposta de legalização novamente no próximo ano e continuar a lutar pelo direito à escolha.